Pra que um recomeço?
quinta-feira, março 11th, 2010
Pois é, meus poucos porém fiéis leitores, já estou de volta, e começo esse post de forma um pouco diferente. Começo enviando uma dica para a leitora Flávia Santos, que comentou no meu post anterior e pediu uma dica para começar a ler HQ.
Como não sei se ela chegou a ler a resposta nos comentários, falo novamente sobre o que considero ser uma excelente dica para primeira leitura: Demolidor – Homem sem Medo, que conta a origem do herói cego da Cozinha do Inferno, que possui uma narrativa interessante e ilustra muito bem a dinâmica do relacionamento entre Matt e Elektra.
Bem, como comecei o post de forma diferente, decidi fazer um post diferente também, e aproveitando que falei em primeira leitura, esse texto será sobre “reboot” para “atualizar” ou reverter grandes idiotices cometidas com os personagens.
Neste texto, vou falar especificamente de um personagem que não merecia tantos roteiristas idiotas escrevendo suas histórias: o Homem-Aranha.
Por mais de 25 anos acompanho as histórias do “amigão da vizinhança”, e apesar de sagas indigestas (leia-se Saga do Clone), Peter Parker não merecia a mais nova façanha em sua carreira, a temida “Um Novo Dia”. Mas vamos falar o porquê da minha indignação.
Após Peter Parker auxiliar o Capitão América, Homem de Ferro, Luke Cage, Demolidor e Mulher-Aranha a impedir uma fuga em massa da Ilha Riker (se você mora em uma caverna ou nunca leu HQs, é a prisão de segurança máxima para supercriminosos situada em Nova York) enquanto buscavam ressocializar o Sentinela, o nerd mais carismático dos quadrinhos foi convidado a integrar a nova formação dos Vingadores.
Ao assumir um lugar na nova equipe, que ainda contou com a participação de Wolverine e, posteriormente, Ronin, Peter criou laços de amizade como nunca antes em sua vida de herói, fato comprovado quando a casa de sua tia foi incendiada.
Enquanto bombeiros e policiais investigavam o local, uma limusine das Indústrias Stark apareceu com o próprio Tony, que levou Peter, MJ e Tia May para viver na Torre dos Vingadores.
Depois de muito tempo contando apenas consigo mesmo, o Homem-Aranha passou a agir em equipe, a confiar, a ser grato pelas boas coisas que estavam acontecendo em sua vida.
O amadurecimento de Peter foi tão evidente, que durante a Guerra Civil, mostrou que não era mais um adolescente consumido pela culpa da morte do tio, e se posicionou pró-Registro, e acabou por realizar um feito que nem fora pedido pelos agentes governamentais: revelou sua identidade ao público, sempre apoiado por sua amada esposa Mary Jane e pela inestimável Tia May.
Após um confronto com o Capitão América, Peter passou a questionar a escolha de se registrar, e passou para o lado anti-Registro. Contudo, após sua identidade ser revelada, muitos inimigos quiseram se vingar, e um deles foi o Rei do Crime, que contratou um atirador para tentar matar o herói.
A bala destinada a Peter acabou acertando a Tia May, levando Parker em uma espiral de vingança, culminando por uma das mais maravilhosas seqüências do Aranha, quando enfrentou Wilson Fisk dentro da cadeia, desprovido de seu uniforme, fazendo o que o Demolidor nunca fez, dando uma surra no vilão e o humilhando diante de um presídio em rebelião.
Mas Tia May estava morrendo, e Joe Quesada, editor-chefe da Marvel, não quis permitir que a ficção se aproximasse demais da realidade e que a “vida” seguisse seu curso. Em uma decisão, no mínimo, horrorosa, decidiu “reverter” a revelação da identidade de Peter, criando a saga “Um Dia a Mais”.
Na saga, Mephisto (o diabo em pessoa), oferece ao Homem-Aranha uma escolha: Tia May seria salva e sua identidade permaneceria em segredo, desde que ele aceitasse sacrificar seu amor por Mary Jane.
Desta forma, ao aceitar o pacto com Mephisto, 18 anos de cronologia foram jogados pelo ralo, pois Peter nunca se casou com MJ, nunca revelou sua identidade e nem passou pelas transformações da saga “O Outro”, onde abraçou sua parte totêmica (a forma mística de uma aranha).
Que fique claro que não estou discutindo a qualidade das histórias de “Um Novo Dia”, pois a saga trouxe de volta os bons momentos de adolescência de Peter.
Mas faltou a perspicácia, a sensibilidade, do roteirista Joe Quesada perceber que o sobrenome de Peter é Parker, e não “Pan”.
Mesmo na ficção, um personagem, ainda mais um tão importante para a mitologia das HQs, precisa crescer!


Peter Parker sempre imaginou como seria sua vida se seu primeiro amor, Gwen Stacy, não fosse assassinada pelo pai de seu melhor amigo. Só o fato de ver o Homem-Aranha segurando o corpo sem vida da loira próximo à ponte do Brooklin já seria o suficiente para odiar esse tal de Duende pelo resto da minha vida. Como se não bastasse, agora inventaram que o vilão ainda seduziu e engravidou a doce Gwen. Esse figura na lista e não sai por nada.
Senhor da Liga das Sombras, pai do grande amor de seu maior inimigo e detentor dos segredos do Poço de Lazarus.






Para esse jogo ser mais perfeito só faltou mesmo mostrarem a famosa cena em que Michelle Pfeiffer dá uma lambida em Michael Keaton.
O jogo é muito bom.
O jogo tem um visual legalzinho (bom demais pra época!), segue muito bem o espírito das histórias do Aranha e conta com vários personagens maneiros do universo do Amigão da Vizinhança, como Dr. Octopus, Lagarto, Homem-Areia, Venom, Duende Macabro e, claro, o Rei do Crime. Você impede um ladrão de assaltar Tia May, ouve um monte de impropérios de J. Jonah Jameson em frente ao Clarim Diário e, na batalha final contra Wilson Fisk, ainda deve vencê-lo antes que Mary Jane seja lançada a um barril de ácido. Obrigatório para fãs do Escalador de Paredes.
O primeiro grande crossover entre Marvel e Capcom. Muito legal ver a interação dos personagens de universos diferentes, como Chun-Li entrando para o grupo mutante e sendo recepcionada por Anjo, Fera e Homem de Gelo, ou a mesma Chun-Li consolando Vampira, que recusa a oferta de Bison para torná-la “humana”.
O jogo é baseado em um longa-metragem intitulado Pryde of the X-Men (trocadilho com o sobrenome de Kitty e com a palavra “pride” = orgulho). Entre enfrentar Sentinelas, membros do Clube de Inferno e criaturas da Terra Selvagem, os “chefes” são velhos conhecidos das HQs, como Pyro, Blob, Mística, Fanático, Rainha Branca, Wendigo, Molde Mestre, Nimrod e (claro!) Magneto.
O jogo é “inspirado” na saga Dias do Futuro do Presente.
Outro jogo horrível envolvendo os Filhos do Átomo. Até que a premissa é legal: Arcade, antigo inimigo do grupo mutante, seqüestra Gambit, Ciclope, Tempestade e Wolverine. Quando o Homem-Aranha vê os X-Men sendo seqüestrados, começa a investigar o caso e também acaba preso no Mundo do Crime, o mortífero parque de diversões do vilão.
Essa foi uma tentativa de recriar algo como X-Men: Mutant Apocalipse.
A versão “dos pobres” do homônimo do Super Nintendo. Um jogo horroroso, pouco inspirado no filme e mais no devaneio dos produtores. Nele, Batman enfrenta até mesmo estátuas gigantes (?) no centro de Gotham (pois é, eu também não vi isso no filme…).
O jogo tenta, e só isso, criar um Street Fighter com alguns heróis da DC. Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash e Arqueiro Verde se enfrentam em cenários quem também apenas tentam recriar seus “habitats”.













































