CNH #1 — Terence Young

Autoria: Oliver Perez

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CNH — Cine­as­tas Nerds Habilitados

volante-douradoCinema, como mui­tos podem notar, é um dos temas mais recor­ren­tes em ter­mos de entre­te­ni­mento, já que tal arte satis­faz ao público, que a apre­cia de maneira visual, sonora e inte­lec­tual. Outro pro­vá­vel fator do cinema agra­dar e muito a um grande número de pes­soas, é o de que várias for­mas de arte con­ver­gem nesta moda­li­dade, como por exem­plo, música, artes plás­ti­cas, poe­sia, dra­ma­tur­gia, sem men­ci­o­nar as adap­ta­ções de gran­des obras da lite­ra­tura, qua­dri­nhos ou lon­gas bio­grá­fi­cos de gran­des per­so­na­li­da­des que esti­ve­ram, estão e esta­rão entre nós.

Por muito tempo, os gran­des des­ta­ques desta arte foram os gran­des per­so­na­gens dire­ta­mente pre­sen­tes na arte da dra­ma­tur­gia, cujos nomes, por muito tempo, arras­ta­ram um grande público para as salas dos cine­mas. Mas há pou­cas déca­das muita coisa mudou, e aque­les que faziam toda a ilu­são acon­te­cer por trás das câme­ras come­ça­ram a ganhar noto­ri­e­dade. Dire­to­res, rotei­ris­tas, pro­du­to­res, peri­tos na área da maqui­a­gem, ceno­gra­fia, efei­tos espe­ci­ais e visu­ais, desig­ners, enfim, uma vasta gama de pro­fis­si­o­nais nos quais sem a sua pre­sença, o cinema não evo­lui­ria até ao que temos hoje. E é para estes per­so­na­gens res­pon­sá­veis pela eterna mágica do cinema, para os quais dedi­ca­mos esta coluna.

A prin­cí­pio, ire­mos men­ci­o­nar os gran­des nomes da dire­ção (Fator res­pon­sá­vel pelo inu­si­tado nome de batismo desta coluna, CNH), nos quais aju­da­ram de maneira ini­ma­gi­ná­vel, a con­ci­liar toda a ampla gama de pes­soas e habi­li­da­des des­cri­tas acima, para imor­ta­li­zar mui­tas obras em película.

A CNH visa de maneira breve, falar sobre suas vidas, car­rei­ras e seus mai­o­res des­ta­ques.
Espero que gos­tem.

Terence Young

Young… Terence Young

Pro­va­vel­mente mui­tos dos que come­çam a ler esta nova seção des­ti­nada aos gran­des nomes da dire­ção, devem estar se per­gun­tando: “Terence Young como 1ª maté­ria?”, “Por­que não Scor­sese, Spi­el­berg ou Ridley Scott?”; ou até mesmo “Quem dia­bos é Terence Young?”

OK! Con­te­nham suas tochas, foi­ces, macha­dos, anci­nhos, note­bo­oks ou o que esti­ver mais pró­ximo, pois existe uma boa razão para o Sr. Young debu­tar como o pri­meiro dos gran­des nomes que ainda pas­sa­rão por aqui, e esta razão pro­va­vel­mente foi gra­ças ao que hoje cos­tu­ma­mos cha­mar de “entre­te­ni­mento nerd”, muito antes do tempo em que o cinema tra­zia para o público fic­ções e aven­tu­ras de heróis e super-heróis.

A exó­tica his­tó­ria de Stewart Terence Her­bert Young começa muito tempo atrás e ape­sar de sua des­cen­dên­cia euro­péia, nas­cera e fora cri­ado em Xan­gai na China, dado às ati­vi­da­des da famí­lia. Pas­sada sua infân­cia, Young vai para o que seria seu habi­tat natu­ral, por assim dizer. Estu­dou em Cam­bridge na Ingla­terra onde se sobres­saía em espor­tes e várias dis­ci­pli­nas, obtendo ainda um diploma em his­tó­ria. Young, por incrí­vel que pareça, tinha em mente se tor­nar padre, mas gra­ças à inter­ven­ção do pro­du­tor irlan­dês Brian Des­mondhurst, entra­ria para o ramo cine­ma­to­grá­fico, onde iria se tor­nar a prin­cí­pio, um dos melho­res rotei­ris­tas bri­tâ­ni­cos. Mas então, a 2ª guerra mun­dial eclodiu.

Young se alis­tou para entrar na mari­nha, mas como todo recu­sado, aca­bou no exér­cito, o que mais tarde lhe ren­deu a posi­ção de Coman­dante de Tan­que da Guarda Irlan­desa. Depois da guerra, vol­tou aos seus rotei­ros, e gra­ças à falta de uma máquina de escre­ver, conhe­ceu a tam­bém escri­tora (e dona de uma máquina) Dorothea Ben­net, que mais tarde, viria a se tor­nar sua esposa.

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Albert “Cubby” Broccoli

Estreou na dire­ção em 1948 no filme One Night With You , tra­ba­lhou pelo qual não con­se­guiu impres­si­o­nar nem crí­tica ou público, o que não acon­te­ceu em seu segundo tra­ba­lho, Cor­ri­dors of Mir­rors (Cor­re­dor de Espe­lhos), que além de impres­si­o­nar a mui­tos dos ramo, levou o prê­mio de melhor filme do ano na França, o que lhe ren­deu a alcu­nha de “O garoto dire­tor”. Suas expe­ri­ên­cias de guerra ainda leva­ram este jovem dire­tor a rea­li­zar um filme do gênero cha­mado They Are Not Divi­ded em 1948.

“Ok, mas… E daí?” Você deve estar se perguntando.

Bem, e daí que gra­ças aos seus tra­ba­lhos, Young conhe­ceu o pro­du­tor Albert “Cubby” Broc­coli, e tra­ba­lha­ram jun­tos na pro­du­ção de The Red Beret, o que pode­mos con­si­de­rar, a ponte entre este dois per­so­na­gens da his­tó­ria do cinema, para rea­li­za­rem o começo do, por que não dizer, legado de uma das mai­o­res fran­quias dos cine­mas, que se encon­tra na ativa até hoje, a série de fil­mes do agente secreto 007, James Bond.

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2 reações to “CNH #1 — Terence Young”

  1. Litha disse:

    Ado­rei a ideia da coluna, para­béns =) Con­fesso que sou igno­rante quando se trata de cinema, não conheço dire­tor nenhum… Vou apro­vei­tar pra adi­ci­o­nar um pouco de cul­tura no port­fo­lio ;)

  2. Outro texto muito foda do Oliver.

    Em ter­mos de dire­to­res, sem­pre gos­tei muito de alguns nomes, como James Came­ron e Ridley Scott.

    Gos­tei muito sobre a maté­ria sobre o “Terry”, e vou con­ti­nuar acom­pa­nhando a coluna.

    Para­béns, “Oli”!

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