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CNH – Cineastas Nerds Habilitados
Cinema, como muitos podem notar, é um dos temas mais recorrentes em termos de entretenimento, já que tal arte satisfaz ao público, que a aprecia de maneira visual, sonora e intelectual. Outro provável fator do cinema agradar e muito a um grande número de pessoas, é o de que várias formas de arte convergem nesta modalidade, como por exemplo, música, artes plásticas, poesia, dramaturgia, sem mencionar as adaptações de grandes obras da literatura, quadrinhos ou longas biográficos de grandes personalidades que estiveram, estão e estarão entre nós.
Por muito tempo, os grandes destaques desta arte foram os grandes personagens diretamente presentes na arte da dramaturgia, cujos nomes, por muito tempo, arrastaram um grande público para as salas dos cinemas. Mas há poucas décadas muita coisa mudou, e aqueles que faziam toda a ilusão acontecer por trás das câmeras começaram a ganhar notoriedade. Diretores, roteiristas, produtores, peritos na área da maquiagem, cenografia, efeitos especiais e visuais, designers, enfim, uma vasta gama de profissionais nos quais sem a sua presença, o cinema não evoluiria até ao que temos hoje. E é para estes personagens responsáveis pela eterna mágica do cinema, para os quais dedicamos esta coluna.
A princípio, iremos mencionar os grandes nomes da direção (Fator responsável pelo inusitado nome de batismo desta coluna, CNH), nos quais ajudaram de maneira inimaginável, a conciliar toda a ampla gama de pessoas e habilidades descritas acima, para imortalizar muitas obras em película.
A CNH visa de maneira breve, falar sobre suas vidas, carreiras e seus maiores destaques.
Espero que gostem.
Terence Young
Young… Terence Young
Provavelmente muitos dos que começam a ler esta nova seção destinada aos grandes nomes da direção, devem estar se perguntando: “Terence Young como 1ª matéria?”, “Porque não Scorsese, Spielberg ou Ridley Scott?”; ou até mesmo “Quem diabos é Terence Young?”
OK! Contenham suas tochas, foices, machados, ancinhos, notebooks ou o que estiver mais próximo, pois existe uma boa razão para o Sr. Young debutar como o primeiro dos grandes nomes que ainda passarão por aqui, e esta razão provavelmente foi graças ao que hoje costumamos chamar de “entretenimento nerd”, muito antes do tempo em que o cinema trazia para o público ficções e aventuras de heróis e super-heróis.
A exótica história de Stewart Terence Herbert Young começa muito tempo atrás e apesar de sua descendência européia, nascera e fora criado em Xangai na China, dado às atividades da família. Passada sua infância, Young vai para o que seria seu habitat natural, por assim dizer. Estudou em Cambridge na Inglaterra onde se sobressaía em esportes e várias disciplinas, obtendo ainda um diploma em história. Young, por incrível que pareça, tinha em mente se tornar padre, mas graças à intervenção do produtor irlandês Brian Desmondhurst, entraria para o ramo cinematográfico, onde iria se tornar a princípio, um dos melhores roteiristas britânicos. Mas então, a 2ª guerra mundial eclodiu.
Young se alistou para entrar na marinha, mas como todo recusado, acabou no exército, o que mais tarde lhe rendeu a posição de Comandante de Tanque da Guarda Irlandesa. Depois da guerra, voltou aos seus roteiros, e graças à falta de uma máquina de escrever, conheceu a também escritora (e dona de uma máquina) Dorothea Bennet, que mais tarde, viria a se tornar sua esposa.

Albert "Cubby" Broccoli
Estreou na direção em 1948 no filme One Night With You , trabalhou pelo qual não conseguiu impressionar nem crítica ou público, o que não aconteceu em seu segundo trabalho, Corridors of Mirrors (Corredor de Espelhos), que além de impressionar a muitos dos ramo, levou o prêmio de melhor filme do ano na França, o que lhe rendeu a alcunha de “O garoto diretor”. Suas experiências de guerra ainda levaram este jovem diretor a realizar um filme do gênero chamado They Are Not Divided em 1948.
“Ok, mas… E daí?” Você deve estar se perguntando.
Bem, e daí que graças aos seus trabalhos, Young conheceu o produtor Albert “Cubby” Broccoli, e trabalharam juntos na produção de The Red Beret, o que podemos considerar, a ponte entre este dois personagens da história do cinema, para realizarem o começo do, por que não dizer, legado de uma das maiores franquias dos cinemas, que se encontra na ativa até hoje, a série de filmes do agente secreto 007, James Bond.
























Adorei a ideia da coluna, parabéns =) Confesso que sou ignorante quando se trata de cinema, não conheço diretor nenhum… Vou aproveitar pra adicionar um pouco de cultura no portfolio
Outro texto muito foda do Oliver.
Em termos de diretores, sempre gostei muito de alguns nomes, como James Cameron e Ridley Scott.
Gostei muito sobre a matéria sobre o “Terry”, e vou continuar acompanhando a coluna.
Parabéns, “Oli”!