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    A Era de Ouro dos Cartuchos

    Postado por Guilherme Costa em julho - 23 - 2009

    console_atariQuem está chegando hoje à casa dos 30, participou de um movimento interessante em games quando era criança ou adolescente: a era de ouro dos cartuchos (e suas locadoras). Atari, Master System, Nintendo 8 bits, Mega Drive, Super Nintendo e Nintendo 64 foram alguns dos videogames que se utilizaram dessa mídia hoje muito ultrapassada, mas que surgiu praticamente com os videogames e foi a cobiça de todos os jogadores durante aquele tempo.

    cartuchos_atariVocê deve saber do que eu estou falando: sexta à tarde, ou sábado de manhã era dia de ir à locadora do seu bairro, entrar no meio dos cartuchos e pegar aquele jogo que você ouviu falar na escola e que ficou curioso para testar também. Naquela época, a internet nem era lá grandes coisas ainda, principalmente no início dos anos 90, e poucas pessoas poderia ter o review de algum jogo sem realmente testar. No máximo, alguma revista de games da época falaria sobre o jogo que você quer.

    Comprar os cartuchos também era um aspecto a se avaliar, porque a falta de acesso às informações poderia desmotivar o jogador a gastar a sua grana com um jogo sem saber seus detalhes. Claro, quem tinha dinheiro comprava, mas a frustação do game ser ruim era a mesma.

    console_nintendoMas em geral, o esquema era ir à locadora, alugar a “fita”, e corrermos eufóricos para casa, para começar a jogar. Naquele tempo, o final de semana parecia correr mais rápido que os dias de semana (e ainda parece), então era o tudo ou nada para “zerar”, “fechar” ou “virar” o jogo antes de devolver na segunda-feira.

    Involuntariamente, isso até serviu como uma espécie de ”treinamento” para os gamers atuais, que desenvolveram algumas habilidades em “ler” o que o jogo estava querendo que você fizesse, para que na próxima semana pudéssemos chegar mais longe nesse ou em outro jogo…

    console_master_systemSe você chegar a uma porta trancada, não precisa nem ler os textos em inglês pra saber que alguma chave está escondida em algum lugar naquela fase. E no próximo jogo que fosse parecido com esse, você já ia ficar atento sobre alguma chave, antes que encontrasse qualquer porta.

    E quando a “fita” que você queria já estava com todas as cópias alugadas? Isso chegou a acontecer algumas vezes comigo, mas a locadora que eu freqüentava tinha bastantes opções, além de uma alternativa: algumas “cabines” (com TV e console) e alguns jogos que não poderiam ser alugados, e você pagava pra jogar por hora.

    console_snesNão servia muito ao meu propósito, pois sempre encarei os jogos como missões a serem terminadas, e jogar 1 hora não dava tempo suficiente para terminar o jogo. Mas para quem gostava de jogos de corrida, futebol, ou outros esportes em geral, era um prato cheio.

    Após o lançamento do Playstation, do Saturn e do Dreamcast, o cartucho teve a sua morte decretada, principalmente por causa da falta de capacidade em armazenar os dados cada vez maiores dos jogos.

    console_mega_drivePara que desse o próximo passo evolutivo, sacrifícios tinham de ser feitos, e o cartucho dava seus sinais de esgotamento, sem contar que as novas mídias tratavam a interação entre áudio, vídeo e dados de uma maneira mais dinâmica e mais simples de programar. É, os cartuchos teriam que dar a vez para novas mídias.

    Mas para aqueles que participaram desse movimento, os cartuchos terão sempre um lugar reservado na estante da memória.

    Sobre o autor

    Engenheiro, Gamer, Apaixonado, Casado, Roqueiro, Determinado e Teimoso...
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    14 NERDROPPERS para “A Era de Ouro dos Cartuchos”

    1. Eu tive a minha fase de alugar o video-game no fim-de-semana, até que minha mão fez as contas e viu que ia sair mais barato comprar um SNES de uma vez…e dê-lhe Street Fighter 2!
      Ótimo texto. Soube ser nostálgico sem ser idiota.

    2. Osamo disse:

      Quem n se lembra de ter q assoprar o cartucho pra fazer ele pegar, ou entao gostar tanto de um jogo alugado(pq n tinha terminado e teria que devolver) e chegar a trocar o chip, por outro de um jogo seu. As vezes o parafuso do chip n era diferente, e vc n conseguia abri-lo, ou as vezes o cartucho era pirata e era colado.
      então eu já cheguei a trocar só o adesivo, as vezes rasgava, ficava uma porcaria(claro) e muitas vezes n enganava o dono da locadora. ahuahauahua passei varios apuros com isso, q crianca problematica. Tem um locadora que eu fiquei anos sem ir, por medo do dono, e até mesmo hj tenho receio de cumprimenta-lo. Realmente um trauma

      A Geração de hj n tem ideia da facilidade q é pra saber sobre/ter/jogar seus games.

      Belos tempos e otimo post
      abracos.

    3. ah meu snes…
      eu não era muito de alugar games pq a locadora perto de casa não durou muito tempo, uns “espertinhos” alugavam os games e trocavam o chip deixando a capa original…
      mas eu descobri uma locadora um pouco mais longe de casa e resolvi alugar um game, tinha ouvido falar de rpg e fiquei interessado, achei um tal de Chrono Trigger, só por isso valeu já valeu a locadora inteira.
      o problema era que todo fds ter que começar do zero pq apagavam o meu save…

      • guibaldi disse:

        Dudu, olha o comment do Osamo acima do seu, ele era um dos “espertinhos”.
        Nesse caso de nego apagar o save tenho uma passagem engraçada. Uma vez, o DONO DA LOCADORA me disse que era pra eu não apagar o save dele do donkey kong, ai um amigo meu chegou em casa e apagou, ele nem sabia o que ele tinha feito, chegou pra mim maior felizão “Olha o que eu fiz! Tinha um monte de coisa, ai eu apaguei tudo, acho que completei todas as missões do jogo” Quase caí de costas. Devolvi como se não soubesse de nada.

    4. Osamo disse:

      Quando fiquei um pouco mais velho, sei lá uns 12 ou 13 anos, saiu o nintendo 64, eu continuei fazendo essas paradas de trocar o chip, mas ai já tava profissional, sabia descolar o lacre(q a locadora colocava) e tinha comprado a chave pra aquele parafuso da nintendo(forma de *) fazia em alguns jogos, mas eu n era tao maldoso, eu sempre trocava até terminar denovo, depois alugava o jogo denovo e devolvia o chip pra carcaca original, mesmo pq eu smepre trocava pelo jogo q eu tinha(Mario 64) e eu adorava ele, n qeuria perde-lo ahgyuahauiahuiah. Era bom pq na epoca na minha cidade os jogos de 64 qse ninguem alugava, qse ninguem tinha o video game, entao demoravam algun dias pra descobrirem.

      Mas ai ensinei e dei a chave pra um primo meu alguns anos depois, cara, ele fazia isso pra todo mundo, chegou um ponto que a locadora só tinha Mario 64, qq jogo q vc alugava era Mario ahauiahuihaui.

      ps: eu n me orgulho nem um pouco disso.

    5. Hehehehe… bons tempos aqueles de assoprar embaixo da “fita”/cartucho…
      O único cartucho que eu tive foi Super Mario World (que veio com o SNES). Ah, e um chamado “Battle Tank” na época do Dynavision II. Pra mim compensava alugar, pois preferia ficar alternando entre os games. Claro que zerar um RPG era impossível. Quando zerei Chrono Trigger foi num emulador (ZSNES) :P
      Nostalgia rlz!

    6. Jaime disse:

      Favor lembrar: Cartuchos = tempo de loading nulo!

    7. Meu, que texto nostaligico e bem elaborado. Me lembro de tudo o que foi citado no texto e de tudo que foi citado nos comentários.

      Depois de ter passado por tudo isso, alugar fitas, jogar Street Fighter 2 por hora na locadora, reservar o mesmo cartucho por 4 fins de semana para conseguir terminar o jogo, é que eu finalmente percebi o porque hoje eu compro tantos DVDs e Blue Rays. Sim hoje estou saciando aquele desejo de criança.

      Parabéns pelo post e obrigado por me levar de volta a minha infancia por alguns minutos.

    8. Guilherme, sempre adorei os cartuchos, e me orgulho de ainda possuir a COLEÇÃO COMPLETA de Castlevania (Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania III: Dracula’s Curse, Super Castlevania IV, Castlevania: Dracula X e o ultra-super-mega-boga Castlevania: Symphony of the Night – já em CD).

      Mas a grande época dos cartuchos, pra mim, ainda foi no período pré-16 Bits (Mega Drive e Super Nintendo).

      Quem nunca disse “Nóóóóóó!!!!!” ao ver Technodhrome em TMNT 2 – The Arcade Game, ou a foto “digitalizada” do Coringa e Vicky Vale em “Batman”?

      Vou religar meu Nintendinho hoje à noite!

      hehehehe

    9. Barbara disse:

      Realmente, bons tempos! esses jogos de cartucho marcaram muito a minha infância! na época, tínhamos um Super Nintendo e quem alugava os jogos era o meu irmão mais velho. era meio período de aula e meio período vendo ele jogar Super Mario World, Rock N’ Roll Racing, Donkey Kong! quando ele estava em casa, eu fazia questão de abrir mão de jogar só pra ficar vendo ele passar as fases mais difíceis! às vezes, eu “roubava” os cartuchos e ia pra casa da minha melhor amiga, jogar enquanto não começava o “Carrossel” ou “Cavaleiros do Zodíaco”!

      nossa, é uma época q eu guardo com muito carinho mesmo… :)

    10. And.Rey disse:

      Super Mario World, Joe e Mac, Myke Tyson's Punch-Out!, Zelda II: Link's Awakening, Donkey Kong Country… Apenas R$ 2,50 o Aluguel, era um tempo PERFEITO que sabemos que não irá voltar.

      Parece que foi a uns 10 anos atrás (e certamente foi) que eu fui numa locadora para alugar "Os Flinstones" e quando cheguei, vi aquela IMENSIDÃO de jogos, meus olhos brilharam e acabei saindo com o "Bomberman".

      Acho que as crianças de hoje não aproveitam tanto a infância como nós aproveitamos. Era tão legal chegar da escola, Ligar o SNES, assoprar o cartucho, pegar aquele delicioso pacote de Passatempo e passar a tarde toda jogando e comendo biscoito.

      Quando iremos parar com essa NOSTALGIA?

    11. Ricardo hayabusa disse:

      Verdade velhos tempos lembro de quando tbm via meu irmão jogar ninja gaiden 2 e super mario bross 3 do NES que jogavamos num dainavision radical,sabe hoje tenho um play 2,um dreamcast e um x box 360+ nenhum desses é igual ao nintendo 64 do meu irmão que hoje completa +- 14 anos totalmente inteiraço…

      Obrigado era dos cartuchos,vlw 8,16 e 64 bits……

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