
Recentemente baixei e joguei a demo de Bayonetta, jogo da Sega que conta a história do embate milenar entre duas confrarias de bruxas, as Umbra Witches e as Lumes Sages, e em um desses confrontos acontece o aprisionamento da personagem principal, chamada Bayonetta. Bom, a história não é muito o foco desse artigo, mas sim o que acontece durante o jogo. Porque eu comecei falando disso vocês vão ter idéia daqui há pouco.
A indústria dos games luta há um bom tempo para se desvencilhar da imagem de “brinquedo de criança”, muito embora consiga faturar anualmente mais do que a maior indústria de entretenimento atual, o cinema. Só como exemplo, Holywood faturou cerca de 5 bilhões de dólares até o início de dezembro (logo Avatar não estava incluído), enquanto que na mesma época, a venda dos games já somava 15 bilhões de dólares.
E mesmo assim, ainda são considerados ítens infantis, e somente recentemente começaram a enxergar os jogos como um meio de comunicação eficiente e resolveram investir em propaganda dentro dos jogos. Mesmo faturando alto, existe muita resistência em se abraçar o mundo dos games como algo a ser levado a sério. Porque isso acontece? É aqui que eu volto ao Bayonetta.
No game, a personagem principal utiliza o seu cabelo para fazer a sua própria roupa, e também utiliza o seu cabelo para invocar alguns monstros em golpes especiais. E sim, a personagem fica nua, somente coberta por algumas faixas de cabelo. Na vez que joguei, não havia explicação alguma sobre o porque das roupas e dos especiais serem feitos do cabelo da protagonista, e duvido seriamente que alguma explicação plausível seja dada no desenrolar da história. Ou seja, é uma opção da produtora questionável e totalmente desnecessária.
Involutariamente, esse tipo de atitude reforça a idéia de que os games são para crianças e adolescentes na puberdade. Outro exemplo é o Dead or Alive, que é até um bom jogo de luta, mas o seu patético spin-off Extreme Beach Volleyball é outro exemplo de game desnecessário. Se no momento da luta as personagens femininas já se apresentam bastante sensuais, na variação “praia” fica claro que o objetivo não é a luta ou o volley.
Mais um exemplo sobre a banalização da imagem feminina, que não tem nada a ver com o jogo ser maduro ou para audiências mais experientes. Fazer um jogo maduro não é isso. Podemos ter jogos de temática adulta sem apelar para vulgaridade ou o sensualismo exagerado. Ter um personagem semi-nu não quer dizer que o jogo é maduro, e sim que é infantilóide. É a visão de um mundo adulto que uma criança de 12 anos tem sobre a vida adulta, e mesmo assim talvez nem quem tem 12 anos concorde com isso.
O bom exemplo fica por conta de Mirror’s Edge, por exemplo.
Nele, a personagem feminina é séria, compenetrada e está envolvida numa trama de corrupção e traição, e em nenhum momento é tratada como um objeto.
Isso sim é tratar a imagem feminina com respeito e colocar as mulheres no mesmo patamar dos heróis masculinos.
Não sou contra a sensualidade das personagens nos games, e inclusive que a dose usada em Uncharted 2 por exemplo ficou perfeita, Chloe e Elena são exemplo de mulheres que podem ser encontradas na rua de tão reais elas são representadas.
É possível sim termos jogos com um tema adulto, e isso não quer dizer que terá alguém pelado em cena. É muito mais profundo criar uma situação onde a moralidade do protagonista seja colocado em cheque, e o jogador tenha que lidar com dilemas de uma maneira mais pessoal do que fazer um jogo com algumas mulheres perfeitas, mas inexistentes.
Criar games mostrando que podemos ter roteiros maduros e interessantes, com personagens reais, sem apelar para vulgaridade ajudarão a apagar a idéia de que games são apenas “joguinhos”, diversão ou coisa de criança, e pode pavimentar o caminho para que games e seus referidos consoles sejam vistas como plataformas de entretenimento poderosas, capazes de rivalizar com o cinema e a televisão. Mas enquanto atitudes como a dos produtores de Bayonetta existirem, escada para deixar de ser algo fútil fica ainda maior. E ainda teremos que ouvir que isso é “jogo de criança”.






































Verdade, e o pior é que ouço comentários desse tipo náo só de pessoas com 30 anos ou mais. Tem gente de 20 e poucos anos que tb considera videogame algo pra crianças ou perda de de tempo, mesmo com toda a evolução da industria de games desde a época em todos os jogos eram “do mario”….
só sei que poucos homens tem esse pensamento. A maioria esta numa eterna puberdade.
Mas graças a deus vc é meu marido!
Bjs!
Taia
Assino embaixo com a tua crítica, Guilherme !
A banalização da figura feminina é, no Brasil, um dos maiores empecilhos para termos mais garotas que se interessem por games e compartilhem dessa paixão com seus respectivos “parceiros”
E btw, minas gamers / entusiastas FTW !
Há braços !
Concordo com você, Guilherme.
Não há justificativa para exposição de nudez ou sensualidade em determinados jogos. Fica fora de contexto.
Isso realmente mostra que o alvo é o publico pubecente, com calosidades nas mãos.
Texto foda, de um cara mais que foda!
Abração!
Concordo em parte.
Realmente muitos jogos abusam do apelo sexual, mas isso é porque as pessoas que compram esses títulos aceitam.
Falar que o jogos são “para crianças” porque seus criadores banalizam a imagem feminina é, ao meu ponto de vista, esquecer que um dos maiores incentivadores desse modelo são os próprios jogadores.
Não é que todos achem isso, mas se não fosse a maioria existiriam mais jogos como Mirros Edge que DoA e Bayonetta.
Falando um pouco sobre o meu ponto de vista, se for de interesse a alguém, Video Games não são para crianças e sim para quem compra, ou faz outro comprar, jogos. (inclua acessórios)
Desvencilhar a imagem de brinquedo dos consoles não me parece ser o principal objetivo dessa indústria, ganhar dinheiro sim.
@Rubens Brilhante
Isso não é bem verdade. Claro que existem pessoas que adoram este tipo de jogos, mas o próprio Dead or Alive Volley foi um fiasco absurdo de vendas (e que quase arrastou a franquia ladeira abaixo).
Nós, que compramos temos uma parcela de culpa nisso, mas por exemplo, joguei o Bayonetta por ser um tipo de jogo que eu gosto (assim como joguei Devil May Cry), e não porque ela ficava pelada.
E quanto mais abrangente é a audiência de um console ou de um jogo, mais lucro as empresas tem. Então sim, se desvencilhar da imagem de “brinquedo de criança” é uma maneira de lucrar, e sim, é o principal objetivo da indústria.
Abraços
Temos que lembrar que tudo isso começou com Tomb Raider, pelo que eu me lembro. Não por ser ‘jogo de criança’ ou ser apelativo sexualmente, mas ali sim, estava um jogo de boa dificuldade (naquela época) com uma personagem carismática e que deixava os jogadores malucos.
Não tinha nenhum cunho erótico no jogo ou na persona, quem começou com essa fantasia de querer mais do que já imagina, foram os próprios jogadores. Como a indústria eletrônica quer vender e lucrar, nada mais justo do que eles oferecerem os jogos mais picantes e as mulheres cada vez menos nuas.
Até mesmo no primórdio do Atari, já existiam jogos eróticos. ^^
Eu tenho 23 anos e não tenho vergonha de dizer que gosto de games. Aliás, existem inúmeros personagens femininos nos games e tudo começou com a Lara Croft (Tomb Raider) e com a Jill Valentine (Resident Evil). Videogame não é mais encarado como um simples brinquedinho como foi o Atari 2600, NES, SNES ou Mega Drive, mas sim um produto pelo qual só joga quem quer e quem gosta. E claro que as indústrias investem pesado, usando ou não apelo sexual, para chamar mais atenão dos gamers.
Abraço.
o q se poderia esperar de uma pessoa que jogou apenas a demo do jogo, o lance do cabelo como roupa não tinha necessidade, mas não passa de um detalhe, vc sabe q a bayonetta fica nua, mas não mostra muita coisa, e se vc tiver ocupado jogando o jogo não vai ter tempo de ficar imaginando o q tem de baixo da daquela corrente de cabelo em cima do corpo dela q aparece por alguns segundos! bayonetta é um jogo divertido, e muito belo, quem zerou todo o jogo connhece o jeito da bayonetta(o q não mostra na demo) e sabe q ela é engraçada, esperta, forte, inteligente, e não uma mulher futil e sem cerébro! Ta certo q existem personagens feminas de games como a de mirror’s edge, uncharted 2 que possuem um jeito bem humano, um visual legal sem apelações, mas são personagens meio sem sal e torna tudo mais perto de um filme de drama!
oi pessoal tudo bem com vcs.
rsrsrs sou eu a naty 100% naty ou melhor 100% gata
eu concordo, as industrias so querem saber de lucrar(e o pior de ter estas banalidades infelizmente e por causa dos gamers), eles nao ligam para o ”sentimento” que o gamer tem de um jogo, eu estava vendo o super smash bros brawl e vi que a samus(na sua primeiras forma) e um tanto sensual(sua roupa ficou muito colada no corpo) eu senti um pouco de angustia porque e um jogo q e de luta mas bem engraçado e divertido, que qualquer um joga(ate minha irma que nao liga pra isso achou a roupa da personagem vulgar), e ver samus daquele jeito… pra mim nao foi muito legal.
There\’s a srecet about your post. ICTYBTIHTKY