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    A relação conturbada entre Games e Filmes

    Postado por Guilherme Costa em outubro - 1 - 2009

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    Por quê gostamos de games? Por quê preferimos um game a outro? O quê nos faz ter adoração sobre um jogo e repulsa por outro? Por quê todo filme para o público jovem insiste em lançar um game baseado no filme? Sim, eu sei, são muitas perguntas. Mas existe algo além dos games que motiva a paixão dos jogadores, e isso vai além de simplesmente gráficos bonitos, sons magníficos ou controles responsivos. Estou falando de conteúdo. E é exatamente onde muitos “game-movies” falham.


    Na indústria dos games, temos exemplos clássicos de que não adianta fazer um jogo qualquer e colocar a estampa de um super-herói famoso (cof*Superman*cof) para tentar vender como água no deserto. Muito menos aproveitar “a crista da onda” de um filme e fazer um jogo às pressas para ser lançado ao mesmo tempo. Não rola, os gamers são, antes de tudo, apaixonados por jogos e não aceitam qualquer porcaria com uma capa reluzente. Sabemos do que a capacidade de processamento dos consoles é capaz de fazer, e queremos que todo o potencial seja utilizado, e bem utilizado. E não adianta defender o Superman 64, para o N64, ele é o pior jogo da história e num videogame avançado para a sua época, sendo de 4ª geração.

    Não quero afirmar que TODOS os jogos baseados em filme são ruins, até porque em alguns casos o jogo é melhor que o filme. Exemplo: X-Men Origins: Wolverine. Ok, eu concordo com muitos, a ótica aqui se inverte, o filme é um dos piores sobre heróis (sou fã do Logan e não reconheço aquele roteiro como sendo nem “aceitável”), mas o jogo trouxe o que os jogadores (e fãs) queriam desde o começo do filme: um Wolverine animal, que luta, que não leva desaforo pra casa, que ri na frente do perigo. Além de SANGUE! Ah, e tem também a luta contra o Sentinela, coisa que eu quero ver nos filmes desde o primeiro X-Men.x_men_origins_wolverine_game_cover

    E quando se trata de filmes infantis, sem muita profundidade ou sem um conhecimento mais a fundo sobre cada um dos personagens, a coisa piora. É uma armadilha clássica e principalmente voltada ao público mais jovem, que ainda se satisfaz só com as cores e os gráficos estonteantes (entenda-se crianças).
    Por isso que vi com bons olhos o lançamento do jogo Batman: Arkham Asylum. Não se trata de um jogo baseado em filme, e foi criado querendo utilizar todas as características do homem-morcego. Lutas, investigação, furtividade, Coringa e mais uma dezena de inimigos conhecidos, tudo isso está lá, e é assim que tem que ser. Da a impressão de ter sido feito de fãs para fãs. Além de ser um excelente jogo!

    Outra boa observação é quanto ao lançamento do game Ghostbusters, que é sim baseado em parte nos dois filmes, mas tem quase 20 anos de atraso com relação ao filme, o que dá tempo de sobra para que toda a tecnologia em games seja aplicada na fabricação do jogo. Cheguei a testar a demo e realmente me interessei.

    Ghostbusters foi um dos filmes de ficção que mais me chamou a atenção na infância, e poder incorporar um dos caça-fantasmas hoje com a capacidade gráfica atual, além do tamanho de mídia disponível para um enredo profundo realmente se torna um excelente atrativo.

    Então não me venha simplesmente com uma figura conhecida na capa, achando que vai ser o suficiente para eu gostar do jogo. Mostre uma história, um enredo convincente, uma diversão contínua e jogarei o seu jogo com prazer. E não caia mais na besteira de entregar um jogo correndo e mal-feito só para bater com o prazo de lançamento do filme. Vocês (produtoras e distribuidoras) podem lucrar muito mais com jogos bem feitos.

    Sobre o autor

    Engenheiro, Gamer, Apaixonado, Casado, Roqueiro, Determinado e Teimoso...
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