
Dependendo do tipo de jogador que você é, o “chefão” final do jogo no qual você está jogando é o seu objetivo de vida… naquele momento.
Para um jogador como eu, que encara cada jogo como uma missão a ser cumprida, chegar ao estágio final e derrotar o mais poderoso dos seus inimigos representa o seu momento de glória. E os créditos finais, que vêm para complementar toda uma história desenvolvida durante o game, seria como receber a sua medalha de premiação.
Vou tomar como exemplo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Além de ser um jogo extremamente bonito, desafiante e bem detalhado, ele fecha toda uma trama de 20 anos do protagonista Solid Snake. Você pode jogar o game por si só, que a sua experiência será fantástica, mas para quem acompanha a série, este capítulo foi realmente uma conclusão perfeita para toda uma saga. E é esse tipo de desfecho que se espera de um jogo que pretende ser marcante.

Solid Snake
Eu joguei todos os jogos da série (sim, sou fã mesmo), e em cada um deles os encontros com os sub-chefes desenvolvia um pouco mais a história (além das suas habilidades), e assim você caminha até o momento em que tudo o que você aprendeu com o personagem será colocado em prática: seja uma fraqueza, uma arma que funcione melhor, ou até mesmo uma estratégia que você estabeleceu com outros chefes e que possa servir neste derradeiro confronto.
E é assim que um jogo usa os subchefes como preparação para o clímax da batalha final. E a batalha final é o último passo para a sua missão estar completa. Ainda na linha “esta é minha missão”, a sua jornada está chegando ao fim, a tensão toma conta do jogador, e cada detalhe passa a contar fundamentalmente pro resultado final.
Para o vencedor, a conclusão da história coroa toda uma aventura, todo um relacionamento com os personagens que ele acompanhou, e então nada mais merecido do que o desfecho da história.
Mas existem aqueles jogos que falham em dois princípios básicos: um chefão final absurdamente difícil que pode minar todo o seu entusiasmo em terminar um jogo, ou então ter todo um trabalho para se terminar um jogo e não ter um final que corresponde às suas expectativas. Quantas vezes não ficamos frustrados quando uma dessas situações acontece?
Não cheguei a jogar os jogos da série Final Fantasy, mas relatos de amigos com relação a este ou aquele personagem que realmente os enfurecia eram constantes, sendo necessário avançar níveis e níveis para poder derrotar um oponente, que muitas vezes não representava nada de mais, e nem acrescentava itens à história.

KOF: um dos reis do "Thanks For Playing"
Outro ponto de reclamação era com relação aos jogos de luta que não mostravam os finais que a gente batalhou por 10, 12 ou 15 inimigos para assistir, e simplesmente exibiam aquela antipática mensagem de “Thanks for Playing” na tela. A frustação toma conta.
No final das contas, é basicamente uma questão de causa e efeito: quer fazer um jogo interessante? Coloque os seus personagens o mais carismáticos possíveis, construa uma história envolvente, acrescente um desafio inteligente que não faça o jogador perder o interesse, e recompense o mesmo com uma desfecho de encher os olhos. Se existe alguma fórmula para um jogo ter sucesso, eu tenho quase certeza de que ela se parece com essas linhas.






































Bons Tempos que KOF tinha um final diferente para cada trio e ainda tinham finais alternativos. Megaman se encaixa em jogos que tiram o meu sossego, por ter um sigma ultrahard…
Belo Post
@Kosmidis – Eu já joguei TODOS os megamens e já cheguei no ultimo chefe em TODOS mas nunca terminei nenhum.
"Thanks for playing" é tão ruim quanto terminar um jogo e aparecer um "game over".
O meu pior chefão foi o do jogo Resident Evil Survivor, do psx. Acho que a maioria das pessoas nem chegaram no final, porque o jogo todo é muito ruim rs.
Eu tinha gastado toda a munição das armas poderosas do game, achando que não ia faltar, e acabei tendo que matar o boss na pistola. Era bem fácil se esquivar dos ataques dele, o problema foi ter que ficar uns 20 a 30 minutos só no "correndo e atirando"…
Nunca mais toquei naquele jogo novamente.
Um dos jogos em que o chefão me tirou do sério e me deixou extremamente frustrado foi o cabeça de tigre do Prince Of Persia 3D (lá no anos 2000, mais ou menos).
O maldito simplesmente não morria, e acabei não fechando o jogo por falta de paciência. A parte boa é que eu descobri os arquivos “.dat” que continham os filmes, e desta forma vi o final do jogo.
Tá bom, pulei uma das partes mais interessantes do game (que é a morte do chefão, destruído por minhas próprias mãos), mas e daí?! O que importava pra mim era saber o desfecho do jogo, dane-se o chefão!
O pior pra mim também é a queda da qualidade de um final de jogo. Street Fighter por exemplo era maneiro, cada personagem com o seu próprio final, e o fator replay ia lá no espaço.
Mas colocando estes personagens em crossovers, lá se vai a história.
Custa criar um roteiro?
Bah, Final Fantasy IX é um dos meus preferidos, mas tem um defeito bizarríssimo: tu passa o jogo inteiro indo atrás do tal do Kuja pra matar ele, e depois que tu mata tem outro chefão que tu nunca viu na vida. Bizarro. Mas o final do jogo é bem queridinho.
Bom mesmo é ver os colossus do Shadow of the Colossus, como chefões pelo jogo todo, dado a dificuldade e a sorte que se tem para achar e derrubar um.
Thanks for playing acontecia muito em jogos de aventura e ação, eram apenas uma história o jogo inteiro e nada de mais.
Belo texto. Valeu!
Excelente texto, Guilherme.
Me lembro muito bem que senti o que você sentiu por Metal Gear ao chegar ao gran finale de Castlevania: Symphony of the Night. Alucard revendo Drácula, proferindo a célebre frase “Drácula, em nome de minha mãe, eu o derrotarei novamente!”, foi demais para meu probre coração de slayer.
Agora se tem um jogo que eu nunca mais quis jogar na minha vida e coloquei no freezer (literalmente) foi o tal do Megaman X 2. Ô sujeitinho impossível aquele tal de Sygma…
Não se preocupe Victinho!!!!!!!!
Um dia você termina! é xato mesmo, eu tenho problemas com TODOS os megamens!
Cara, pode ficar tranquilo, Megaman é um dos poucos jogos que te fazem gritar “FUUUUUUUUUUUUUU…” por várias vezes!!!
Confesso que o Megaman X1 só zerei no macete…
Shame on me!!!