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    Chefões, “Bosses” e Batalhas Finais

    Postado por Guilherme Costa em setembro - 10 - 2009

    ilustracao_chefoes_finais

    Dependendo do tipo de jogador que você é, o “chefão” final do jogo no qual você está jogando é o seu objetivo de vida… naquele momento.

    Para um jogador como eu, que encara cada jogo como uma missão a ser cumprida, chegar ao estágio final e derrotar o mais poderoso dos seus inimigos representa o seu momento de glória. E os créditos finais, que vêm para complementar toda uma história desenvolvida durante o game, seria como receber a sua medalha de premiação.

    Vou tomar como exemplo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Além de ser um jogo extremamente bonito, desafiante e bem detalhado, ele fecha toda uma trama de 20 anos do protagonista Solid Snake. Você pode jogar o game por si só, que a sua experiência será fantástica, mas para quem acompanha a série, este capítulo foi realmente uma conclusão perfeita para toda uma saga. E é esse tipo de desfecho que se espera de um jogo que pretende ser marcante.

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    Solid Snake

    Eu joguei todos os jogos da série (sim, sou fã mesmo), e em cada um deles os encontros com os sub-chefes desenvolvia um pouco mais a história (além das suas habilidades), e assim você caminha até o momento em que tudo o que você aprendeu com o personagem será colocado em prática: seja uma fraqueza, uma arma que funcione melhor, ou até mesmo uma estratégia que você estabeleceu com outros chefes e que possa servir neste derradeiro confronto.

    E é assim que um jogo usa os subchefes como preparação para o clímax da batalha final. E a batalha final é o último passo para a sua missão estar completa. Ainda na linha “esta é minha missão”, a sua jornada está chegando ao fim, a tensão toma conta do jogador, e cada detalhe passa a contar fundamentalmente pro resultado final.

    Para o vencedor, a conclusão da história coroa toda uma aventura, todo um relacionamento com os personagens que ele acompanhou, e então nada mais merecido do que o desfecho da história.

    Mas existem aqueles jogos que falham em dois princípios básicos: um chefão final absurdamente difícil que pode minar todo o seu entusiasmo em terminar um jogo, ou então ter todo um trabalho para se terminar um jogo e não ter um final que corresponde às suas expectativas. Quantas vezes não ficamos frustrados quando uma dessas situações acontece?

    Não cheguei a jogar os jogos da série Final Fantasy, mas relatos de amigos com relação a este ou aquele personagem que realmente os enfurecia eram constantes, sendo necessário avançar níveis e níveis para poder derrotar um oponente, que muitas vezes não representava nada de mais, e nem acrescentava itens à história.

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    KOF: um dos reis do "Thanks For Playing"

    Outro ponto de reclamação era com relação aos jogos de luta que não mostravam os finais que a gente batalhou por 10, 12 ou 15 inimigos para assistir, e simplesmente exibiam aquela antipática mensagem de “Thanks for Playing” na tela. A frustação toma conta.

    No final das contas, é basicamente uma questão de causa e efeito: quer fazer um jogo interessante? Coloque os seus personagens o mais carismáticos possíveis, construa uma história envolvente, acrescente um desafio inteligente que não faça o jogador perder o interesse, e recompense o mesmo com uma desfecho de encher os olhos. Se existe alguma fórmula para um jogo ter sucesso, eu tenho quase certeza de que ela se parece com essas linhas.

    Sobre o autor

    Engenheiro, Gamer, Apaixonado, Casado, Roqueiro, Determinado e Teimoso...
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    10 NERDROPPERS para “Chefões, “Bosses” e Batalhas Finais”

    1. Kosmidis disse:

      Bons Tempos que KOF tinha um final diferente para cada trio e ainda tinham finais alternativos. Megaman se encaixa em jogos que tiram o meu sossego, por ter um sigma ultrahard…

      Belo Post

    2. Guizaum disse:

      @Kosmidis – Eu já joguei TODOS os megamens e já cheguei no ultimo chefe em TODOS mas nunca terminei nenhum.

      "Thanks for playing" é tão ruim quanto terminar um jogo e aparecer um "game over".

    3. Diego Flyfish disse:

      O meu pior chefão foi o do jogo Resident Evil Survivor, do psx. Acho que a maioria das pessoas nem chegaram no final, porque o jogo todo é muito ruim rs.

      Eu tinha gastado toda a munição das armas poderosas do game, achando que não ia faltar, e acabei tendo que matar o boss na pistola. Era bem fácil se esquivar dos ataques dele, o problema foi ter que ficar uns 20 a 30 minutos só no "correndo e atirando"…

      Nunca mais toquei naquele jogo novamente.

    4. Henrique disse:

      Um dos jogos em que o chefão me tirou do sério e me deixou extremamente frustrado foi o cabeça de tigre do Prince Of Persia 3D (lá no anos 2000, mais ou menos).
      O maldito simplesmente não morria, e acabei não fechando o jogo por falta de paciência. A parte boa é que eu descobri os arquivos “.dat” que continham os filmes, e desta forma vi o final do jogo.
      Tá bom, pulei uma das partes mais interessantes do game (que é a morte do chefão, destruído por minhas próprias mãos), mas e daí?! O que importava pra mim era saber o desfecho do jogo, dane-se o chefão! :)

    5. Guilherme Costa disse:

      O pior pra mim também é a queda da qualidade de um final de jogo. Street Fighter por exemplo era maneiro, cada personagem com o seu próprio final, e o fator replay ia lá no espaço.
      Mas colocando estes personagens em crossovers, lá se vai a história.

      Custa criar um roteiro?

    6. Litha disse:

      Bah, Final Fantasy IX é um dos meus preferidos, mas tem um defeito bizarríssimo: tu passa o jogo inteiro indo atrás do tal do Kuja pra matar ele, e depois que tu mata tem outro chefão que tu nunca viu na vida. Bizarro. Mas o final do jogo é bem queridinho.

    7. Leo Luz disse:

      Bom mesmo é ver os colossus do Shadow of the Colossus, como chefões pelo jogo todo, dado a dificuldade e a sorte que se tem para achar e derrubar um.

      Thanks for playing acontecia muito em jogos de aventura e ação, eram apenas uma história o jogo inteiro e nada de mais.

      Belo texto. Valeu!

    8. Excelente texto, Guilherme.

      Me lembro muito bem que senti o que você sentiu por Metal Gear ao chegar ao gran finale de Castlevania: Symphony of the Night. Alucard revendo Drácula, proferindo a célebre frase “Drácula, em nome de minha mãe, eu o derrotarei novamente!”, foi demais para meu probre coração de slayer.

      Agora se tem um jogo que eu nunca mais quis jogar na minha vida e coloquei no freezer (literalmente) foi o tal do Megaman X 2. Ô sujeitinho impossível aquele tal de Sygma…

    9. Guizaum disse:

      Não se preocupe Victinho!!!!!!!!

      Um dia você termina! é xato mesmo, eu tenho problemas com TODOS os megamens!

    10. Guilherme Costa disse:

      Cara, pode ficar tranquilo, Megaman é um dos poucos jogos que te fazem gritar “FUUUUUUUUUUUUUU…” por várias vezes!!!

      Confesso que o Megaman X1 só zerei no macete…
      Shame on me!!!

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    Esperamos que vocês gostem (=