
Durante a Tokyo Game Show, que ocorreu na última semana, a Sony exibiu um novo trailer de God of War III, a mais recente incursão de Kratos na carnificina mitológica.
Vi este vídeo no MSN Vídeos, e devo dizer que mal é possível segurar a ansiedade em ver o fantasma espartano mutilando seus inimigos e deixando um rastro de sangue por onde passa. Confira:
Muitos que já viram esse vídeo devem ter entrado em estado de êxtase, com tamanha violência. Mas será este o único atrativo da odisseia de Kratos?
A sanguinolência e a mutilação são fatores que há muito tempo despertam o interesse em jogos eletrônicos por parte dos gamers, que já foram brindados com pérolas da violência gratuita, como Mortal Kombat e Carmageddon.

Carmageddon e Mortal Kombat: expoentes da carnificina virtual
Mas este fenômeno sempre se mostrou quase que exclusivamente masculino, associado grandemente aos níveis de testosterona dos massacradores de controles.
Com um acesso maior das meninas às maravilhas do entretenimento interativo, pareceu lógico que o contato com este tipo de jogo seria inevitável. Mas as garotas nunca mostraram tanta avidez por essa modalidade de games.
Então surge, em 2005, God of War, e, de quatro anos para cá, tanto homens quanto mulheres alardeam os feitos do anti-herói como bardos modernos, disseminando o fenômeno aos quatro cantos.
Algo nisso tudo, não só a violência, desperta nas pessoas, moças e rapazes, um desejo de apertar compulsivamente os botões de seus controles. E é possível dizer, sim, que God of War é uma grande vingança do jogador contra a realidade.
É aí que, ligando o console e “dando Start”, temos Kratos, uma pessoa que faz as próprias regras, com toda a atitude de não deixar ninguém “tirar farinha”, e mandando toda a hierarquia para os Poços do Tártaro.

Kratos mostrando serviço
O jogo serve de válvula de escape que todos temos contra a nossa rotina, sempre cheia de frustrações e “coisas entaladas na garganta”. Chefes, colegas de trabalho, clientes e até cônjuges são fontes de sapos que temos que engolir. Mas Kratos não.
O jogador se vê ali, com plena capacidade física, ignorando todo e qualquer contrato ou rito social, apenas seguindo um roteiro que realmente lhe agrada, porque não é algo imposto, mas algo que ele(a) quer fazer: desafiar os paradigmas, seja da Grécia Mitológica ou da realidade contemporânea.
Por minutos ou horas, o indivíduo regride aos estágios mais primitivos de satisfazer as vontades e ignorar tudo que o define como pessoa moderna, frustrada. E ao desligar o videogame, ele ganha uma injeção de ânimo para voltar a tocar seu cotidiano.
E a batalha (da vida) recomeça…

































Pollar, que massacre foi esse na civilização? Mas gostei do ponto que escreveu.
Posso dizer que joguei Carmaggedon e MK muito, e era tudo na infância, e sou uma pessoa ruim? Acho que não. Mas a questão é: eu gosto de GoW pela história do jogo e não pelo sangue. Tá, chutar bundas sempre tira o estresse, mas é algo que não funciona comigo.
Mas, dizem que funciona…
Pqp, Excelente texto. Nem parece o Pollar que eu conheço! auuha
“Felomenal”
Passei aqui pra falar que o patrãozinho manda muito bem no verbo tb!
Achei estranha a falta de mencionar Kratos ao lado dos “pilares” gregos hehe
Galera, não me assusto com os textos do Pollar pq sei que o cara manda bem (não é puxação de saco, é constatação!).
Excelente texto, Allan, e confesso que gostei particularmente da parte que diz “Chefes, colegas de trabalho, clientes e até cônjuges são fontes de sapos que temos que engolir”, embora tenha decidido não engolir mais sapos, e minha vida mudou bastante por isso.
No mais, só posso dizer que essa semana já tem artigo novo (e polêmico!) pro “nosso” Nerdrops!