O Futuro dos Videogames depois da E3 2009
Autoria: Guilherme Costa
Para aqueles que acompanharam a E3 deste ano, pudemos ter a certeza sobre uma coisa somente: todas as empresas estão apostando numa maior interação com o jogador através de inovações nos sensores de movimento.
Quem apostava que a Nintendo viria com maiores novidades sobre o seu vitorioso console que deu início à essa corrida, enganou-se redondamente.
A Microsoft é que encheu os olhos da plateia com o seu recém anunciado Project Natal, prometendo uma profundidade nos seus jogos interativos jamais vista ou imaginada. Durante a sua apresentação, pudemos ver um jogador lançar uma “tinta invisível” na tela, que era interpretada pelo console e correspondida na tela – mas sem qualquer controle nas mãos do apresentador. E um silêncio de admiração reinava na platéia, seguido por uma aclamação entusiasmada.

Ilustração do equipamento — Project Natal
Sim, o sistema promete ser bem interativo, sem a necessidade de controles ou sensores físicos nas mãos do jogador: apenas se movimente, fale e expresse suas vontades e o sistema responderá. Pelo menos essa é a promessa da Microsoft.
Mas imediatamente uma dúvida surgiu na minha cabeça: será que isso tudo já é necessário?
Eu me explico: a Nintendo prometeu diversão e movimentação quando lançou o seu Wii, e cumpriu bem a promessa. Já a Microsoft afirmou que seus jogos convencionais (Burnout já foi anunciado) devem ser portados para este novo sistema. Sendo assim eu volto a perguntar, isso é realmente necessário?
Vejamos por esse lado: a capacidade gráfica do Wii foi reduzida para que o processador central pudesse ocupar mais o seu tempo com a interpretação dos sinais recebidos pelo acelerômetro dos seus controles, além de manter o console com um preço acessível (outra promessa cumprida pela Big N). É uma troca justa, inovação por cores e gráficos, já que não só o visual faz um jogo ser um sucesso.
Mas o que vai acontecer quando jogos como Burnout e Call of Duty forem levados para este novo sistema? Pelo que promete a Microsoft, a interface do jogo deverá medir altura, posição, movimentação, voz, expressões faciais e objetos que o jogador estiver mostrando à câmera.
E é aí que reside a minha dúvida.
Qual lado da balança vai perder nesta disputa: a beleza e o detalhamento do jogo, representando um certo retrocesso no que os consoles da nova geração prezam, ou a jogabilidade não será tudo isso apresentado quando jogos de renome forem levados para esta nova forma de jogar?

Demonstração do equipamento do PS3 na E3
E no meio disso tudo, a Sony também apresenta uma nova idéia, a integração entre a Eye Toy (que é um dos primeiros sensores de movimento da história dos videogames, lançado para o PS2, ao mesmo tempo em que saía o controle de pesca do Dreamcast) e um novo modelo de controle com maior ênfase nos sensores de movimento, utilizando sensores em pares (um para cada mão) e assim mostrando ao console a posição e a altura do jogador. A diferença aqui é que a Sony não arriscou dizer que trará as suas franquias mais famosas para esta nova plataforma, mas sim se trata de uma segunda vertente de jogos que tende a atrair diferentes tipos de jogadores para o sistema.
E depois de tudo isso, eu retorno a uma idéia básica que sempre defendo quando o assunto é videogames: quem vai vencer a guerra dos consoles?
O jogador! Seja lá como for o futuro dos games, com sensores de movimento total, parcial, ou apenas como uma vertente dos jogos principais, a única certeza que tenho é que qualquer jogador, de qualquer estilo terá mais opções quando quiser jogar. E esse sim tem que ser o futuro dos games!
Para assistir:
Vídeo de demonstração do Project Natal (Microsoft):
Vídeo de demonstração do Projeto da Sony (Parte I):
Vídeo de demonstração do Projeto da Sony (Parte II):















Boa análise! Mas não ligo de ter de massacrar os meus dedos desde que os gráficos sejam bem feitos.
[…] Via IGN PoLLaR se pergunta: “Quem vencerá a Guerra dos Consoles“? […]
Mas sera’ que a precisao do project Natal sera’ tao boa qto parece? Para ter tal precisao acho q a combinacao software/hardware vai ter q ser muito forte, consequentemente nao vai sair num preco acessivel. Sera’ esse o futuro?
[…] que prometeram nesse video pintudo e veiudo tudo de bom. Deixa eu copiar e colar um trechinho desse post aqui pra vocês e pra economizar meus dedinhos de […]
Ó, fiz inspirado no seu post =D
http://quodlibetarios.wordpress.com/2009/06/23/project-natal/
Não repara nos palavrões =D
Ah, e eu vim parar aqui pelo JNN.