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    50 anos de Jon Bon Jovi

    Postado por Efraim Fernandes em março - 26 - 2012

    Olá, amigos, deu uma canseira esse vídeo acima? O motivo pra tanta energia é simple: este mês é especial pra muito fã em volta do mundo, pois se trata aniversário de cinqüenta anos de John Francis Bongiovi, nascido em 02 de Março de 1962, em Perth Amboy.

    A relação ídolos e fãs é simplesmente passional. Inúmeros são músicos/bandas que mantém uma base de fiéis que atravessa décadas e até mesmo renova o público. Atire a pedra quem nunca conheceu um disco apresentado pelos pais, amigos ou irmãs e irmãos mais velhos e se apaixonou pelo som perguntando como nunca tinha ouvido aquilo antes.

    Jon Bon Jovi, nome pelo qual é conhecido artisticamente, é o exemplo de ídolo que atravessou décadas brindando fãs com seu repertório, um misto de críticas sociais, relacionamentos de amizade e amor, solidão, perda, dificuldades, superação, descrença e fé.

    Se é Glam Rock, Power Ballad, Hard Rock, Pop Rock, ou quais sejam as denominações, isso lá não importa muito. Esses elementos que compõem o viver,  posteriormente transcritas em versos e arranjos, são e sempre foram parte do processo criativo musical, estando na banda Bon Jovi ou simplesmente na carreira solo!

    Anos 80

    Foi indubitavelmente uma época de cores, penteados, baladas românticas… A identificação visual era praticamente a mesma e nesse mar de bandas Glam Rock com arranjos de guitarra pesados e até mesmo sendo identificados como Glam Metal, muitos soavam como Metal, quando de fato não eram.

    O motivo era simples: músicas românticas que vendiam muito, que com belas melodias sobre relacionamentos amorosos fisgavam a mulherada da época. Em contrapartida atraiam os marmanjos pelo som encorpado das guitarras.  Some isso ao fato de alguns serem bonitões num visual exageradamente maquiado, andrógino até, e a fórmula mágica era garantia de sucesso nas paradas das rádios.

    Eis o destaque notável da banda Bon Jovi no primeiro álbum formada por Jon, Richie Sambora (guitarra e voz), David Bryan (piano, teclado e voz), o baixista Alec Such Jon (que anos mais tarde sairia da formação substituído por Hugh Mcdonald) e o incansável baterista e percursionista Tico Torres. Foi uma questão de tempo até caírem no gosto da molecada da época!

    Primeira aparição na TV

    O quinteto portava em seu Hard Rock influências de Gospel e Country com certa pegada nos sintetizadores. Quando não baladinhas românticas, as letras eram de ritmo empolgante, com guitarras virtuosas e pesadas, e algumas vezes flertavam até mesmo com um lado pouco mais soturno (como no segundo álbum 7800° Fahrenhet) e piano e baixo.

    Runaway, quando tudo começou

    Mas apesar do relativo sucesso do primeiro álbum (que leva o nome da banda), o segundo trabalho de estúdio não foi bem recebido, o que foi alarmante pros garotos de Nova Jérsei. Não à toa que se uniram ao produtor Desmond Child, com quem trabalham até hoje, para dar uma sobre vida à banda em Slippery When Wet (terceiro álbum) com músicas que se tornaram clássicos obrigatórios (Living On A Prayer e You Give Love A Bad Name) para os fãs do Rock ‘n’ Roll! O sucesso mundial chega, e por um tempo foram a maior banda do gênero naquela cena do momento.

    Estádios e arenas lotados. Turnês verdadeiramente exaustivas. Essa era a marca da banda, que mais do que um simples show tinha a proposta de um espetáculo visual. E tal característica foi registada de maneira original em vídeoclipes como Living On A Prayer, You Give Love A Bad Name, Bad Medicine, Wanted Dead Or Alive, Born To Be My Baby… Todos com um aspecto documental, essa era o grande diferencial graças ao diretor Wayne Isham, mais um ponto importantíssimo para que emergissem dum oceano de bandas do mesmo estilo.

    Anos 90

    Jon Bon Jovi e trupe atravessam a década, e muitas daquelas bandas de características estavam à deriva, fenecendo. Mais um desafio lançado… O teste do tempo. Eram os anos 90, o qual em breve o Grunge, o som de Seattle iria predominar justamente por trazer um tom oposto ao do Glam com sonoridade reflexiva e depressiva.

    Jon nos primórdios desta década lança o álbum solo Blaze Of Glory, feito especificamente para ser a trilha do filme Jovens Demais Para Morrer 2. Com raízes no Country, Gospel e Rock, tendo destaque a música título do álbum, além de Miracle, Santa Fe e Bang A Drum.

    Foi em 92 que a banda, depois de desentendimentos, retorna e se firma com o disco Keep The Faith. Mudanças no visual eram esperados, e a calça colada e cores berrantes dão lugar ao jeans rasgado. 1994 vem com uma coletânea (Crossroads) e já emplaca no ano seguinte o disco These Days considerado o mais maduro, letras mais complexas e de maior relevância pelo conteúdo do disco não só instrumentalmente, mas pelas letras.

    Uma extensa e marcante turnê se dá ao redor do mundo, com o Brasil incluído. Mas os holofotes voltados para três dias no Estádio de Wembley, em Londres, marcam como uma das performances mais antológicas convergindo toda a atenção para o álbum de estréia naquela época, segundo os fãs (Tirando o posto de número um o álbum History de Michael Jackson).

    A segunda metade dos anos de 90 se aproxima (1997, especificamente), e Jon lança a si mesmo numa viagem para se redescobrir e concentra-se no álbum intimista Destination Anywhere, totalmente escrito num trailer em Londres.

    Um trabalho o qual o cantor estava pela primeira vez sozinho, sem os companheiros de estrada, esposa e filhos, e pode trabalhar num estado de mente e espírito diferentes naquelas “horas preciosas”, segundo ele mesmo. Aproveitando justamente esta vibe faz um trabalho destoante do primeiro álbum solo e os hits quando reunido com a banda.

    É nesse mesmo momento que decide estrelar o curta-metragem de mesmo nome do álbum, com a ajuda de Mark Pellington que foi diretor e roteirista. Seria uma extensão, um complemento, uma visualização conceitual das faixas musicais de Destination… Contando com participações especiais de Demi Moore, Annabela Sciorra, Kevin Bacon e Whoopie Goldberg. E não é a primeira vez que Jon aparece como ator.

    Ele já tinha atuado em O Jogo da Verdade, Little City, e continuaria posteriormente em películas como No Looking Back, Três Sócios Duvidosos, A Corrente do Bem, U-571 – A Batalha do Atlântico, Vampiros: Los Muertos, Cry Wolf – O Jogo da Mentira e o mais atual Noite de Ano Novo, entre outros.

    Jon relembra que vivia um destino incerto porque viajava na motocicleta, atravessando o país durante esse hiato da banda, conhecendo gente nova, e qualquer lugar que parasse era o local para dormir, sem arenas de show e sem aeroportos. Daí o nome Destination Anywhere que felizmente foi a experiência que concebeu um dos melhores trabalhos do cantor.

    Anos 2000

    O novo milênio chega e Bon Jovi retorna turbinado num tom mais comercial devido ao trabalho Crush. Say It Isn’t So, Thank You For Loving Me e One Wild Night são destaques, mas é com a faixa It’s My Life que alcançam uma verdadeira febre mundial jamais vista, superando os clássicos, fato que ajudou a renovar a base de fãs. A música torna-se filosofia de vida, pela letra e ritmo contagiante (confesso, caro leitor, que apesar de todo o apelo marketeiro desse álbum e canção, foi essa que embalou minha entrada na hora de receber o diploma de faculdade!).

    No ano seguinte um álbum ao vivo é lançado, One Wild Night Live 1985-2001, com direito a uma memorável performance no Giants Stadium em Nova Jérsei, lar dos integrantes da banda.

    Em 2002 chega Bounce, realizado devido aos ataques de 11 de Setembro no World Trade Center. Os vídeos de dois singles mostram a história de um casal, Jack e Jill, que começa no clipe Misunderstood e revelam o amadurecimento do relacionamento, culminado em All About Loving You. Destacam-se as faixas Everyday e Bounce, com som de guitarras mais robustas.

    Chega 2003 e com ele vem This Left Feels Right, porém não agrada aos fãs por apresentar uma versão diferente dos clássicos que embalaram as rádios. No ano seguinte o box set 100,000,000 Bon Jovi Fans Can´t Be Wrong, em comemoração há duas décadas de existência.

    Have A Nice Day chega em 2005 com a faixa título do álbum, Welcome to Wherever You Are e Who Says You Can’t Go Home. Dois anos depois Lost Highway, um trabalho diferenciado dos demais, por estar presente a volta da pegada Country nas faixas, com destaque para Whole Lot A Leavin’ e Everybody’s Broken que representam bem o estilo.

    2009 finalmente chega e The Circle vem com força total numa mega turnê mundial, tornando-se uma das mais lucrativas do planeta no ano de lançamento e em 2010! Este cd traz aos que curtem ótimas músicas para se cantar, tais como We Weren’t Born to Follow, When We Were Beautiful (que rendeu um documentário de mesmo nome sobre a vida dos astros na estrada e vida pessoal versus vida profissional), Work for the Working Man, a poética Superman Tonight, Thorn in My Side, e a edificante Learn to Love.

    A turnê veio para o Brasil em São Paulo no Estádio do Morumbi, o qual consta como uma das melhores apresentações do Bon Jovi, e no Rio de Janeiro na Praça da Apoteose.  E você pode conferir a resenha das apresentações aqui e ver os vídeos gravados por mim nos shows no Brasil abaixo:

    Em 2010 a coletânia Bon Jovi – Greatest Hits – Ultimate Collection com os singles What Do You Got e No Apologies. Há uma versão dupla do álbum que conta com as faixas também inéditas This Is Love This Is Life e The More Things Change.

    Atualmente

    O que o futuro aguarda? Bom, dizem por aí que é possível que Jon lance mais um álbum solo, já que a banda após a turnê The Circle vai dar uma parada para um descanso. O que é justo, afinal, até agora foram mais de 130 milhões de álbuns em todo o mundo com os amigos e companheiros de estrada, tudo isso em mais de dois mil e seiscentos shows.

    Se você curte, ou não, saiba que são vinte e nove anos em que ele e banda se apresentam em arenas e estádios, tocam nas rádios e entram nos momentos marcantes da vida de muita gente. Fica aqui, a nós fãs, nosso simples agradecimento por fazer parte de nossa existência. Parabéns por este meio século de vida senhor Jon Bon Jovi, e muito mais anos de música para todos que fizeram você alcançar o patamar de rockstar!

    Efraim Fernandes

    Ei, Gabi, Efraim Fernandes agradece por você existir e fazê-lo lembrar das melhores músicas e momentos da vida!

    2 NERDROPPERS para “50 anos de Jon Bon Jovi”

    1. Dri Gama disse:

      Que bela e merecida homenagem! Cinquentão e com a mesma potência vocal de quando começou, por isso que tenho um imenso orgulho de ser fã dessa banda. E agradeço sempre ao chato do meu irmão que me influenciou a ouvir Rock. rsrs Ansiosa pela volta deles ao Brasil!

    2. angela disse:

      o coroa mais lindo do universo!

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