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    Review | Megadeth – Th1rt3en

    13, um número da sorte.
    Postado por Oliver Perez em novembro - 3 - 2011

    Passado dia 1º de novembro, data oficial de lançamento do mais novo álbum do Megadeth, outro dos remanescentes do cenário thrash metal dos anos 80, podemos então comentar sobre o 13º trabalho de estúdio ( e de conteúdo inédito) da banda intitulado de Th1rt3en.

    No fim dos anos 90, a banda perdeu muita de sua força entre os fãs e críticas a medida que se desviava de sua proposta inicial de um um som rápido e pesado em troca de um conteúdo mais comercial que segundo sempre se comentava, se originou a pedido de produtores e gravadoras, visto que o Megadeth foi uma da das máquinas mais lucrativas da Capitol, e esta viu muito mais a frente em termos de arrecadação caso a banda visasse outros públicos. O que realmente aconteceu durante um período, mas que acabou gerando um tremendo desinteresse para aqueles que os acompanhava desde o princípio de sua carreira.

    Os maiores clássicos do Megadeth

    Depois de muitas crises, problemas de saúde, trocas de formação e uma pausa devido a problemas com um nervo no braço do guitarrista, vocalista e fundador Dave Mustaine (que a princípio foi declarado como o fim da banda) Megadeth foi voltando a sua antiga fórmula. Desde 2004 a cada novo álbum um pé mais fincado na velocidade e no peso até chegarmos em seu novo álbum, Th1rt3en.

    Com sua formação aparentemente estabilizada desde 2008 (Mustaine: Vocais e guitarra, Dave Ellefson:Baixo, fundadores da banda, Shawn Drover: Bateria e Chris Broderick: Segunda Guitarra) o Megadeth volta no fim de 2011 com mais um petardo que segundo críticos, é tão bom quanto Rust In Peace (Álbum de 1990 sucesso de crítica e venda mesmo não sendo destinado para as massas).

    Th1rt3en abre com Sudden Death, música já conhecida da maioria devido a sua inclusão no último jogo da franquia Guitar Hero, na edição Warriors of Rock, famosa pela fúria dos solos de Mustaine e Cia ainda provando sua superação sobre o problema com o nervo do braço anos atrás.

    Ellefson, Mustaine, Drover e Broderick

    Músicas como Public Enemy Nº1 e Guns, Drugs & Money aproveitam o ritmo constante e pesado para andar entre a criminalidade e protesto político, que a propósito encontramos também na faixa We the People. Fast Lane é outra prova do amor pela auto velocidade a exemplos de músicas dos outros de seus trabalhos (como 1,320 do álbum Endgame). Relacionamento complicados (The Wrecker) e entidades representado tudo que é Mal (Sudden Death, Never Dead e Deadly Nightshade) ainda estão presentes a cada novo trabalho lançado. Ainda assim em meio de Riffs e solos explosivos, o Megadeth ainda dá chance para músicas com foco mais melodioso nas faixas Millenium of The Blind, Black Swan e a música de encerramento 13.

    Mustaine sendo o "Melhor no que faz"

    Th1rt3en prova que o Megadeth, junto com seus companheiros lendários da “Big Four” (Anthrax, Metallica e Slayer) tem raízes que ainda falam mais alto do que as próprias vendas em si. Th1rt3en pode não ser tão bom quanto quanto seus dois trabalhos anteriores (Endgame e United Abominations) mas com certeza estará no panteão de clássicos da banda.

    Th1rt3en foi produzido por Johnny K, o mesmo de bandas como Sevendust, Staind, Disturbed e Machine Head e gravado nos próprios estúdios de Dave Mustaine em San Marcos na California (Vic’s Garage). A arte do álbum ainda permanece sendo feita por John Lorenzi, autor dos competentes trabalhos dos dois trabalhos anteriores.

    Nota: 8,5

    Sobre o autor

    “Em uma galáxia muito, muito distante, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve, a uma velocidade onde nem os seus próprios cabelos o acompanham!”

    3 NERDROPPERS para “Review | Megadeth – Th1rt3en”

    1. Tourinho disse:

      Gostei do disco, mas ele está aquém do Endgame, de 2009. Achei até meio repetitivo alguns momentos. Mas foi um excelente review, Oliver!

    2. FrankCastle disse:

      Parabéns pelo review, ficou muito bom!
      Apesar de curtir mais Punk Rock do que metal, foi através do Megadeth que eu descobri o que era Anarquia! :-)

      Meu favorito é Rust In Peace, não só pela sonoridade, mas pela mensagem embutida.

      Só por terem colocado esse álbum novo “lado a lado” com Rust In Peace, já chamou minha atenção para ouví-lo!

      Parabéns pelo blog, eu só acompanhava o podcast, mas sempre que pescar algo no twitter venho aqui conferir!

    3. putz, nem sabia desse lançamento, o ultimo disco que eu ouvi foi o The System Has Failed, pqp, parece que foi ontem

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