
Passado dia 1º de novembro, data oficial de lançamento do mais novo álbum do Megadeth, outro dos remanescentes do cenário thrash metal dos anos 80, podemos então comentar sobre o 13º trabalho de estúdio ( e de conteúdo inédito) da banda intitulado de Th1rt3en.
No fim dos anos 90, a banda perdeu muita de sua força entre os fãs e críticas a medida que se desviava de sua proposta inicial de um um som rápido e pesado em troca de um conteúdo mais comercial que segundo sempre se comentava, se originou a pedido de produtores e gravadoras, visto que o Megadeth foi uma da das máquinas mais lucrativas da Capitol, e esta viu muito mais a frente em termos de arrecadação caso a banda visasse outros públicos. O que realmente aconteceu durante um período, mas que acabou gerando um tremendo desinteresse para aqueles que os acompanhava desde o princípio de sua carreira.
Depois de muitas crises, problemas de saúde, trocas de formação e uma pausa devido a problemas com um nervo no braço do guitarrista, vocalista e fundador Dave Mustaine (que a princípio foi declarado como o fim da banda) Megadeth foi voltando a sua antiga fórmula. Desde 2004 a cada novo álbum um pé mais fincado na velocidade e no peso até chegarmos em seu novo álbum, Th1rt3en.
Com sua formação aparentemente estabilizada desde 2008 (Mustaine: Vocais e guitarra, Dave Ellefson:Baixo, fundadores da banda, Shawn Drover: Bateria e Chris Broderick: Segunda Guitarra) o Megadeth volta no fim de 2011 com mais um petardo que segundo críticos, é tão bom quanto Rust In Peace (Álbum de 1990 sucesso de crítica e venda mesmo não sendo destinado para as massas).
Th1rt3en abre com Sudden Death, música já conhecida da maioria devido a sua inclusão no último jogo da franquia Guitar Hero, na edição Warriors of Rock, famosa pela fúria dos solos de Mustaine e Cia ainda provando sua superação sobre o problema com o nervo do braço anos atrás.
Músicas como Public Enemy Nº1 e Guns, Drugs & Money aproveitam o ritmo constante e pesado para andar entre a criminalidade e protesto político, que a propósito encontramos também na faixa We the People. Fast Lane é outra prova do amor pela auto velocidade a exemplos de músicas dos outros de seus trabalhos (como 1,320 do álbum Endgame). Relacionamento complicados (The Wrecker) e entidades representado tudo que é Mal (Sudden Death, Never Dead e Deadly Nightshade) ainda estão presentes a cada novo trabalho lançado. Ainda assim em meio de Riffs e solos explosivos, o Megadeth ainda dá chance para músicas com foco mais melodioso nas faixas Millenium of The Blind, Black Swan e a música de encerramento 13.
Th1rt3en prova que o Megadeth, junto com seus companheiros lendários da “Big Four” (Anthrax, Metallica e Slayer) tem raízes que ainda falam mais alto do que as próprias vendas em si. Th1rt3en pode não ser tão bom quanto quanto seus dois trabalhos anteriores (Endgame e United Abominations) mas com certeza estará no panteão de clássicos da banda.
Th1rt3en foi produzido por Johnny K, o mesmo de bandas como Sevendust, Staind, Disturbed e Machine Head e gravado nos próprios estúdios de Dave Mustaine em San Marcos na California (Vic’s Garage). A arte do álbum ainda permanece sendo feita por John Lorenzi, autor dos competentes trabalhos dos dois trabalhos anteriores.
Nota: 8,5




































Gostei do disco, mas ele está aquém do Endgame, de 2009. Achei até meio repetitivo alguns momentos. Mas foi um excelente review, Oliver!
Parabéns pelo review, ficou muito bom!
Apesar de curtir mais Punk Rock do que metal, foi através do Megadeth que eu descobri o que era Anarquia!
Meu favorito é Rust In Peace, não só pela sonoridade, mas pela mensagem embutida.
Só por terem colocado esse álbum novo “lado a lado” com Rust In Peace, já chamou minha atenção para ouví-lo!
Parabéns pelo blog, eu só acompanhava o podcast, mas sempre que pescar algo no twitter venho aqui conferir!
putz, nem sabia desse lançamento, o ultimo disco que eu ouvi foi o The System Has Failed, pqp, parece que foi ontem