
Houve um tempo aqui em Floripa onde praticamente não existia com quem jogar RPG. O máximo que consegui uns anos atrás foi juntar 6 pessoas para jogar D&D 3.5, o que não durou muito.
Hoje em dia, tenho dois grupos, sendo um fixo. Ainda fui convidado para mais dois, e talvez inicie outro. Nesse ponto, entra uma questão muito importante para mim: a formação do grupo.
Já na época do AD&D, o grupo era o básico: Guerreiro, Ladrão, Clérigo e Mago. As outras classes apenas adicionavam mais “flavor” no jogo, e não chegavam a atrapalhar. A salada de frutas da 3ª edição mudou bastante isso, e começou com uma cultura: um Tank era necessário para aguentar as porradas, um Buffer para melhorar o ataque e defesa do grupo, além de curar, uma artilharia à distância e por aí vai.
Para sair dessa confusão toda, a 4ª Edição chegou oficializando os dois esquemas. Agora existem categorias de classe: Defender, Striker, Leader e Controller. Mantendo a idéia de um grupo perfeito contendo pelo menos um de cada, classes diferentes representam esquemas diferentes da mesma categoria. Um Striker Rogue é completamente diferente de um Striker Avenger ou Ranger. Um clérigo e um mago serão bem diferentes de um Bardo, que é um Leader/Controller.
A idéia ao meu ver, nunca foi se prender completamente a essas idéias, principalmente porque ficar preso em qualquer coisa do tipo é tirar a liberdade do grupo em si. Mas tem gente que leva a sério demais, e em vez de se preocupar com a formação do seu próprio personagem, arrisca fazer o que não quer com relação ao conceito de personagem puramente pensando no combate.
Eu considero isso um erro muito grande. Sério! Analise o jogo, tente fazer a formação ideal, mas o mais importante não é só a construção do grupo, e sim a união dele, as ações conjuntas e a diversão que isso traz.
Pensemos num desafio básico de combate, em que um exército de Minions protege um monstro líder que fica gerando mais criaturas. O “correto” seria um Defender segurando os Minions, enquanto o Controller acaba com a massa deles à distância, o Leader ajuda o Defender e também o Striker a atravessar o campo de inimigos para chegar no líder.
Agora, retiramos o Defender e adicionamos outro Controller. Parece suicídio, correto? Mas é aí que poderes que empurram oponentes e paralisam geral entrariam. Novas formas de se ferrar geram novas formas de se pensar, e, consequentemente, novas formas de se divertir. Faça o que estiver a fim. Vocês comandam o jogo, não o contrário.






































Alguém ai ta precisando de uma Paladina, disposta a dar sua vida pelo grupo e por aquilo que acredita?
Nossa, encarnei a personagem agora. xDD
Minha experiência com o D&D4e.
Um jogo q mestrei recentemente resume minha opinião sobre a eterna discussão ( D&D4e wargame ou RPG ).Mestrei uma mesa em q o jogador mais experiente, persuasivo e cauteloso da mesa era um bárbaro e sua irmãzinha, completava o grupo jogando com um warlord. Em vez dos jogadores emprestarem suas personalidades aos personagens, o sistema “obrigava” o personagens a tomar atitudes q não condiziam com as q os jogadores escolheram para seus personagens.
O cara q jogou com o bárbaro era cauteloso, pq essa era a sua personalidade passada inconscientemente para seu personagem, não era atirado ao combate como a classe obriga ele a ser. E este agia como lider pois era o mais experiente, então tínhamos um lider natural ( jogando como barbaro cauteloso ), e sua irmã q era lider pela imposição do sistema, pois seus poderes a colocavam nessa posição, mas q só faziam o q o lider natural do grupo mandava.
Concluindo o pensamento temos:
Será q o sistema deve, atraves de suas classes ou qualquer outros elementos, impor quase q obrigatoriamente uma linha de interpretação para os jogadores ou mesmo apenas limita-los a escolher classes q batam com seu Role Play Game individual.Ou deveria o sistema de classes ser totalmente independente do Role Play Game individual do jogador?
PS. Na realidade o q me incomoda mesmo na 4e é a total dependência de um tablado quadriculado e qualquer tipo de peça q represente os jogadores e os monstros, o q pode ser facilmente percebido nas descrições dos poderes.Tenho q me esforçar mais para jogar como um RPG e não como um wargame de estratégia.
Falae Nilson,
Passei por uma experiência parecida jogando D&D4, só que o que eu acho que a tentativa do sistema, foi que as personalidades de encaixassem com as classes, mas oque acabou acontecendo foi o contrário. O jogador precisa agir de tal forma, não porque ele se sente à vontade ou quer interpretar, mas sim porque ele fica condicionado a isso. O que atrapalha todo desempenho e sobretudo, o divertido de quem joga. Também acho que foi uma tentativa “xarope” de converter o jogo em um MMORPG de mesa, segmentando demais as classes e distanciando-as.
PS. Usar tabuleiro é de cair o c* da bunda, eu até fiz um pra jogar com os meus amigos, com hexágonos e tal, mas mano, fica um saco, prefiro interpretação pura e anotações no papel.
O comentário que eu fiz foi maldoso mas não era pra ser!!!! Bjs
[EDIT]
deletei o comentario ahsuahsuahs mt pesado!
Eu falei pro Guizaum q iria ler só amanha, mas perdi o sono, ahuahauhau acontece, concordo em partes com o post, faz mto tempo que n participo de uma aventura de DD pois no momento moro no Japao, e meus amigos rpgistas estao no Brasil. por isso n conheco a 4 edicao
eu n acho legal os players combinarem um grupo, como tbm n curto existir apenas 1 grupo. acho bem mais divertido deixar o grupo se formar sozinho, os players n terem contato quando estao criando seus personagens. e deixar q o mestre e os respectivos backgrounds fassam sua parte
infelizmente n é em qq esquina q se acha um bom mestre, ou bons players. Players q saibam escrever um BG rico em informacoes para q o mestre as use.
garanto, nessas condicoes, diversao maior n há
Eu não ouso chamar o 4E de D&D. É quase uma blasfêmia.
Quase nada me agradou nessa nova edição. Ainda bem que existem os OGls da vida, como o True20, Mutantes & Malfeitores, Pathfinder, entre outros.
É sempre bom também montar um personagem que a gente pegue gosto de interpretar. RPG só na base do fight, acho que não rola (:
Stephan, legal sua crônica, mas queria saber: COMO CONCILIAR 5 GRUPOS???? E humanamente, elficamente, ananamente ou qualquer coisa "mente" impossível!
Brincadeiras à parte, sempre gostei muito da 2ª edição, e confesso que torci muito o focinho pra 3ª. Ainda estou em análise da 4ª e espero que a "jogabilidade" seja melhor.