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    Double Damage x Maximum Damage

    Postado por Stephan Martins em junho - 25 - 2009

    ilustracao_rpg_dragao_espada

    Como mestre e jogador de RPG, especialmente de D&D e outros sistemas D20, há uma coisa que acontece durante os combates que torna o jogo violentamente divertido: rolar um d20 e tirar o número máximo, o 20 natural.

    E o que isso representa?


    Eu comecei no mundo do RPG com o AD&D 2ª edição. Todo 20 natural representava um acerto crítico, que nesta edição queria dizer: você rola o dobro do seu dano. Bem simples, 1d10 vira 2d10, e por aí vai.

    Chegando a 3ª edição, que foi recebida com paus e pedras no começo, o crítico teve uma “leve” guinada. O 20 não representava um acerto crítico de imediato. Ele continuava sim, com o acerto automático, mas para criticar, você precisava rolar novamente o dado e, se a sua segunda rolagem acertasse, o crítico estava confirmado.

    Estas são as duas formas primordiais do Double Damage. No primeiro caso, você rolava um 20 e PUM! Tinha um acerto crítico. Já no segundo, o jogo poderia ficar um pouco mais lento, ou mais frustrante para alguns, com a confirmação. O último sistema de Star Wars, o chamado SAGA voltou com o 20 Double automático.

    Mas foi na nova 4ª edição de Dungeons & Dragons que a coisa toda teve uma reviravolta ainda maior. Não existe mais Double Damage, e sim Maximum Damage! Você rolou 20, o seu dano de arma é maximizado. Armas mágicas dão bônus extras nestas ocasiões, mas o DD foi para o saco.

    dado_d20_20

    O almejado resultado

    Quando soube disso, eu chiei, e chiei muito. Continuei a não gostar do Maximum Damage por um bom tempo até que, em um jogo que mestro, a Ranger arqueira do grupo tirou um crítico que abocanhou metade dos pontos de vida de um inimigo, usando um Poder de Encontro.

    Fui obrigado a rever um pouco meus conceitos e, apesar de ainda gostar mais do DD, comecei a aceitar o Maximum.

    Vamos nos aprofundar um pouco mais. Vocês verão que nas colunas, sempre que eu falar de coisas relacionadas a combates, eu vou colocar a verossimilhança à prova, e vale lembrar: realismo não é exatamente verossimilhança.

    Continuando, vamos falar agora: o que representa tirar um crítico? O que, num combate “real”, representaria Maximum Damage e Double Damage?

    Desde os primórdios, o Critical Damage representava o acerto numa área vital. Olhos, garganta, genitais, órgãos internos. Podemos imaginar o Maximum Damage fazendo um pouco de sentido no caso, já que uma adaga ou uma espada fariam decerto um estrago na garganta de alguém. O problema, é que, por mais que se atinja um ponto vital, nem sempre o golpe sai como queremos. Portanto, um dano fixo em uma dessas áreas não condiz com o funcionamento na prática.

    Já o Double Damage funciona melhor. A falha dele é justamente seu trunfo. O defeito de acabar tirando muitos 1′s, 2′s, 4′s em todos os dados frusta muita gente, mas a possibilidade de dar o DOBRO de dano já se paga por aí. E num combate, isso é muito mais coerente. Um golpe pode atingir o olho de alguém, mas pode tanto perfurar o olho até o cérebro, matando o oponente, quanto fazendo um rasgo, deixando-o cego, ou até mesmo um arranhão, deixando uma daquelas cicatrizes estilosas.

    E quanto a vocês? O que preferem em seus jogos? Maximum Damage, Double Damage? Gostam de coerência nos combates, ou manda tudo pro espaço? Dêem suas opiniões nos comentários!

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    7 NERDROPPERS para “Double Damage x Maximum Damage”

    1. Jaime "El Ractu disse:

      Eis um dos conceitos mais discutidos em qualquer mesa de RPG. Lembro de ter começado a estudar os danos diferenciados nas trocentas tabelas do "Player's options" na segunda edição, em que você podia abrir os dados até decapitar alguém. No começo até que era divertido, mas depois a gente cansa de ficar olhando em tabelas e volta para o jeito antigo, que é o Double Damage. Para mim é o que agrada mais pessoas e deixa o jogo dinâmico.

    2. Leandro Ark disse:

      Nada melhor do que gritar um "Dooouble damaaaaage! Toma essa!" numa mesa de RPG…

    3. @leandro ark

      Tem sim. Gritar "TRIPLE DAMAGEEEEE!", já que só jogo com Machado de Batalha, seu multiplicador é x3 (D&D 3ed)

    4. hcsouza disse:

      Sinto muito aos que preferem o maximum damage……acredito que estes nunca tiveram a oportunidade de estar a beira de um ataque de nervos…e seu grupo indo para a vala………..vc rola o D20…tira um 20…a esperança toma conta da mesa….rola novamente o D20…ACUMULEIIIIII O DANOO………….meu amigo….pode ser que você não de uma reviravolta no combate…mas a moral do grupo vai melhorar….simplesmente por ver alguns dados a mais rolando em cima da mesa…….hehe..

    5. Adriano disse:

      show double damage! rola 2 d 10… ops tirei um nos 2…. 2 de dano..

      Prefiro o maximum. Alias achar que hit points é só ferir não rola mais…. Ou seja um dano crítico não é simplesmente acertar uma area vital, até pq vc morre quando uma area vital é atingida sem cuindados médicos. se considerar q gitpoints é apenas algo q torna o personagem um bolo de carne q pode serr macerado até virar moido lá se vai todo conceito do second wind, das curas de warlord e dos instintos dps fighters q os fazem recuperar hit points e continuar lutando.

    6. Lucas Parrini disse:

      Com certeza, o famoso, motivador e maravilhoso: “20! É DOUBLE PORRA!”. Rsrsrs!

      Em meu sistema, existem 3 tipos de acertos: O normal, onde o dano é calculado pela rolagem dos dados da arma somados com perícias, talentos, poderes, magias, etc… Existe o acerto efetivo, onde o personagem conseguiu acertar em cheio, aplicando assim dano máximo da arma (seria o maximum damage) e o famoso acerto crítico, que é onde o personagem aplica dano máximo multiplicado pelo valor do crítico da arma, este por sua vez, muito difícil de conseguir, porém é decisivo, tanto para PJ’s quanto para NPC’s.

      Levo em consideração o combate real, onde existem ataques que machucam menos (acerto normal), razoavelmente (acerto efetivo) ou muito (acerto crítico, que pode nocautear o inimigo ou matá-lo). Eu imagino um golpe de espada cortando um pouco sua carne, um golpe de espada que causa um ferimento profundo e muita dor, e por final, um golpe que atravessa o corpo ou pega no rosto do inimigo em cheio.

      Viva o DD!

    7. Rubens Brilhante disse:

      Poucas pessoas aceitam bem uma mudança. Acho normal acharmos que o sistema que mais jogamos seja o melhor.
      Eu me adaptei bem ao 4.0, mas em questão de decisivo prefiro o modelo de double damage. Ter o dano duplicado dava uma sensação ótima.
      Embora seja fácil perceber que não se encaixaria bem com o novo sistema onde os pontos de vida das criaturas foram reduzidos.
      Acho que cada forma de decisivo se adapta bem ao seu sistema.

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    Esperamos que vocês gostem (=