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    Resenha | Prometheus

    Postado por Oliver Perez em junho - 17 - 2012

    Alguns anos atrás fora anunciado um novo projeto do diretor Ridley Scott e que se trataria de um prequel de sua própria obra, Alien de 1979 (ou Alien, o 8º Passageiro), e com a onda de remakes, reboots, sequências ou pré-sequências marcando a definitiva falta de originalidade e criatividade no mercado cinematográfico, a decisão do mesmo foi posta em cheque para os já escaldados fãs do gênero.

    O estilo visual de Giger está de volta!

    Não se tratando de um simples profissional da área cujo maior objetivo é tornar seu produto vendável, todas as suposições geradas até então se voltaram em apostas positivas visto que Ridley Scott, não consegue resultados iguais como já confirmado ao longo de sua carreira, e com certeza optaria por uma saída inteligente para que o óbvio não estivesse presente em seu trabalho dando a luz o então muito aguardado Prometheus, filme que marcaria não só o retorno de Scott ao gênero ficção mas ao seu próprio universo criado em Alien, logo no início de sua carreira.

    Aproveitando todos os elementos criados em seu filme de 1979, desde os prévios conceitos da tecnologia empregada na mitologia do universo “alien” pelo humanos, até o visual alienígena presente, Ridley Scott criou o seu ponto de partida há mais de trinta anos para o seu trabalho de hoje, resultando assim em algo visualmente atrativo e cujo roteiro nos desse um vislumbre do que já era conhecido trabalhando em prol da genialidade dos cineastas envolvidos.

    Fassbender entre os efeitos visuais de tirar o fôlego

    Assim é o caso de Prometheus, nova investida de Scott nos cinemas, trazendo novamente um thriller de terror e ficção dentro do gênero da ficção científica como há muito não se fazia.

    No ano de 2089, após várias descobertas arqueológicas por todo o globo onde várias culturas extintas indicavam um mesmo sistema estelar através de suas respectivas manifestações de arte rústica como pinturas e esculturas, mesmo nunca tendo se encontrado em algum ponto da história, faz com que um grupo de cientistas aliados aos recursos da companhia (até então somente conhecida  por) Weyland Corp vão além de sua mera curiosidade atrás de respostas da origem e propósito do homem, decidindo-se então formar uma expedição para os confins mais perigosos do espaço embarcando na nave Prometheus. Mas em sua busca pelo início da vida como conhecemos, eles podem encontrar o fim de tudo.

    A Prometheus

    A história, cercada de mistérios e com a reciclagem muito bem realizada de todo o universo já existente a mais de três décadas, levam os personagens para o planeta LV-223 (mesmo sistema de LV-426 de Alien o oitavo Passageiro) atrás de um possível contato com vida inteligente fora da terra. Os cientistas Elizabeth Shaw e Charlie Holloway (Noomi Rapace e Logan Marshall-Green) ao lado do humano “sintético” David (Michael Fassbender), e dos capitães Meredith Vickers e Janek (Charlize Theron e Idris Elba) mergulham em ambientes estranhos e claustrofóbicos, atrás de suas tão esperadas respostas.Como vem acontecendo nos últimos anos, o super requisitado Michael Fassbender (300, X-Men Primeira Classe, Um Método Perigoso) volta a ser destaque neste filme como David, mais uma réplica sintética humana com uma segunda agenda secreta em sua programação mandando muito bem no lugar antes ocupado por Ian Holm, Lance Henriksen e Winona

    A equipe liderada por Rapace

    Rider. O segundo lugar mais em destaque está Noomi Rapace como a líder da exploração no qual o público viaja junto a sua jornada de estranhas descobertas em lugares aterradores. Infelizmente dada a natureza do papel, a bela Charlize Theron tem sua presença apagada na pele da rígida e implacável capitã Meredith Vickers. Finalizando, o longa ainda conta com Idris Elba, o piloto designado para nave Prometheus e Guy Pearce no papel de Peter Weyland, dono e fundador da Weyland Corp.

    Theron como a capitã Vickers

    Prometheus, explora muito mais os ambientes e criaturas alienígenas graças aos conceitos criados anteriormente pelo artista plástico H.R. Giger (em Alien), dado as suas características biomecânicas e perturbadoras em todo traçado associado a cultura não humana, e no que diz respeito a todo estilo visual do longa, trabalha em plena sintonia entre os velhos sets, criaturas e toda a tecnologia disponível nos dias de hoje nas produções cinematográficas. Méritos da Weta Digital que se encarregou de todo o setor de efeitos visuais capaz de transpor décadas de um visual clássico com o que há de mais moderno na tecnologia de geração de imagens computadorizadas andando lado a lado com outro elemento fundamental na imersão deste universo, a trilha de Marc Streintenfeld(presente também em outros trabalhos de Ridley Scott como Robin Hood, Rede de Mentiras e O Gangster) que nos faz mergulhar a fundo no suspense a cada guinada não usual de suas composições.

    Revelado o segredo do Space Jockey?

    No que diz respeito a tecnologia 3D em sua exibição, Prometheus foi originalmente filmado assim, não sofrendo as agruras das insatisfações dos longas meramente convertidos, enfim trazendo até o seu público, uma ficção científica digna da modernidade das salas de cinema de hoje. Em contra ponto, a ótima profundidade do filme não compensa a falta de luminosidade presente na excelente fotografia dark do filme que somente é agravada pelas lentes escuras dos óculos 3D.

    Mas enfim, métodos de exibição são meros detalhes em mais uma obra exemplar de ficção científica realizada por Ridley Scott. O público que comparece em função do filme Alien de 1979, por vezes será pego ligando os pontos entre o vão de 33 anos de um filme para o outro. O terror e o suspense voltam em definitivo a assombrar a ficção científica  em Prometheus cujo elenco incorpora um grupo que está determinado em arriscar a sua própria existência  ao revelar os segredos de nossas origens fazendo cortinas caírem, respostas surgirem e uma nova gama de questões a serem levantadas.

    Nota: 8,5

     

     

     

    Sobre o autor

    “Em uma galáxia muito, muito distante, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve, a uma velocidade onde nem os seus próprios cabelos o acompanham!”

    8 NERDROPPERS para “Resenha | Prometheus”

    1. alessandro disse:

      estou aqui em casa assistindo (novamente) Alien 1. Vi o Prometheus e simplesmente não consigo entender como Ridley Scott conseguiu fazer um filme tão ruim com tantas boas deixas da obra (prima) original. Prometheus não faz nem o papel de prequel de Alien 1 e tampouco o papel de uma boa ficção científica. Só com um termo chulo para mostrar insatisfação: um lixo. E fica ainda mais insignificante quando comparado ao Alien 1

      • Z3hr0_C00l disse:

        Realmente, ele não faz papel de ficção cientifica, acho que parece um drama familiar de alguém com doença terminal.

        Quero saber qual debate que Alien 1 ou qualquer Alien provoca após o final da exibição. Me diga um que não seja “monstro foda!”. Filme é apenas um terror no espaço e nada mais.

        Idiota é VOCÊ querer que seja um prequel se o Ridley disse que apenas se passa no universo, ou seja, SPIN OFF

    2. Antes de mais nada, acredito que as comparações com grandes clássicos da ficção criados por Ridley Scott são inevitáveis, até mesmo pela tradição em bons roteiros e inovação em conceitos visuais.
      Entretanto, há que se ter atenção ao que o filme propõe. “Prometheus” não tem a intenção de superar ou integrar-se diretamente à saga “Alien”.
      O objetivo é dar uma prévia, mostrar como uma história à parte acabou por deixar uma herança maldita para um futuro próximo.
      Até acredito que as explicações inciais da trama possam fazer com que algum desinformado sobre a franquia, que sucede essa história, entedie-se. Todavia, esse caminhar despretensioso pelas nuances que regem o ambiente que Ridley criou, se faz necessário para “dar o clima”.
      Particularmente, gostei muito do filme. Enredo coeso e suspense na medida certa. Talvez, um pouco mais de terror a bordo fosse interessante, porém óbvio demais. As atuações de Fassbender e Noomi Rapace foram dignas do protagonismo.
      Em suma, vale muito à pena conferir um filme de ficção, se não clássico, acima de tudo digno.

      Nota: 8.

      • SolCannibal disse:

        Francamente excesso de bondade de sua parte – não se pede que seja o Alien original de ponta a ponta ou continue-se com a carnificina de humanos x xenomorfos.

        Ter uma história a contar minimamente decente já teria valido a pena, mas isso Prometheus não tem. O roteiro é cheio de atitudes estúpidas e irracionais de todos os personagens – verdade seja dita encontrar ALGUMA racional é o grande desafio. Grupo de pesquisadores “explorando o desconhecido e revolucionário” e agindo como um bando de estudantes retardados de excursão filme de terror fuleiro é dose pra leão. Ridley Scott tem feito filme medíocre atrás de filme medíocre na última década – seria um grande favor a carreira dele se aposentar e logo.

        Prequel, spin-off ou meramente derivado do mesmo universo, esse filme é uma BOMBA e nada disso se deve a ser ou não parte da franquia Alien.

        • Garcia disse:

          Infelizmente uma bomba… se tivessem feito do Androide o Prometheus, seria um bom filme. Como diriam os roteirista dos Star Trekk: só peça para o expectador acreditar em uma coisa fantástica por vez!

          • Esses nerds comentando aqui são tão toscos!
            Toda a saga Alien é tosca e ridícula (incluindo o tão-aclamdo “oitavo passageiro”) – uma fusão de estereótipos e fórmulas prontas, nada original, filmes que tentam pegar o expectador (pouco inteligente) pelo visual e hipnotizá-lo com uma historinha tosca de sobrevivência, diálogos medíocres, etc. Prometeus, por incrível que pareça, conseguiu ir além disso… tem uma ideia boa, uma linda abertura (que pra mim é o que há de melhor no filme), o trabalho de fotografia ficou interessante, assim como o design do aclamado e polêmico artista suíço HR Giger (criador visual da saga Alien). No geral, o filme serve ao que se propõe: a um passatempo descompromissado de duas horas… e os xiitas fãs da ficção científica que queimem minha orelha à vontade!
            Pra mim isso não é arte, é passatempo e deve ser tratado assim… arte pra mim é Bergman, Kurosawa, Truffaut, Tornatore, Copola…

    3. vtnc disse:

      Cara, que filme ruim, esses cientistas tão fumando crack demais, se esses caras são cientistas os mano do morro vao fazer a dobra espacial bixo, e a contaminação do ciencia q pego fogo foi a pior, sem pe nem cabeça a parada do copo, os carinhas q vazaram na primeira ficarem na parada… bixo q loko, filme lixo, final lixo, tudo lixo, se vc ta com curiosidade em ver, isso nao vale nem o dvd pirata, “mais uma obra exemplar de ficção científica realizada por Ridley Scot” kkkk é pra rir

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