Kevin Smith é um diretor bem regular. Pronto, falei. Claro que ele fez “O Balconista”, mas, se formos analisar os outros filmes da carreira dele, podemos ver que ele é bem regular e que ele não consegue estabelecer uma linha narrativa sólida, nem um personagem principal durante simples 90 minutos. E “Red State” não é a exceção. Aliás, quando eu me referi a inabilidade de Smith em estabelecer um personagem principal, estava falando de “Red State”.
O filme, que conta a história de 3 garotos que se envolvem com uma mulher mais velha para fazer coisas (coisas = sacanagem, muita sacanagem) e acabam sendo drogados e capturados pela igreja Five Pointers, feita somente com membros de uma família.
O longa, dirigido e escrito por Kevin Smith, apresenta falhas em vários aspectos ao longo dos 90 minutos que mais parecem 180. Smith apresenta dificuldade, uma grande dificuldade, aliás, em estabelecer um protagonista. Smith segue o seguinte esquema nesse filme: a ilusão de contarmos com algum personagem central, sendo que isso muda invariavelmente durante a projeção.
Outro erro de Smith é querer criar um monólogo chato e longo (a cena do culto dos Five Pointers tem 15 minutos só com o líder falando) ao invés de querer mostrar uma cena explicando tudo aquilo. Acho que Smith estava com uma vontade/necessidade em/de criar diálogos tão geniais, que acaba falhando nesse ponto, o que deixa o espectador entediado, e o pior, Smith tenta chamar a atenção do espectador criando um clímax de quase 70 MINUTOS. Sim, ele tentou dar uma de Michael Bay, que, em “Transformers 3: O Lado Oculto da Lua”, criou um clímax, a.k.a. batalha final, de 70 minutos, mas, ao contrário de Smith, que misturou monólogos chatos com cenas de tiroteio, Bay deixou apenas poucas falas e se concentrou na ação.
Sim, o filme tem seus momentos, engraçados até, com umas pitadas de humor negro e besteirol, mas peca, e muito por causa da inabilidade de Smith na hora de fazer o “feijão com arroz” de qualquer filme.
Nota: 5,5
































