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Resenha | Zumbilândia

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

“Morra de dar risadas.”

Com  cer­teza, ao per­gun­tar para um nerd quais são uns dos seus mai­o­res temo­res quando comen­ta­mos assun­tos cor­re­la­tos a morte e coi­sas hor­rí­veis em um futuro pró­ximo, sua mente irá sem­pre dar aquele tom de escape da rea­li­dade ao dar aquela res­posta que sem­pre esteve na ponta da lín­gua: Zumbis!

Pois é! Mesmo na comé­dia os fil­mes sobre zum­bis, algo que em hollywood aca­bou por se tor­nar um gênero em sí, não dei­xam de ser algo assus­ta­dor, e variam entre o sus­pense e por incrí­vel que pareça, a mais pura diversão.

Este é o caso da atra­ção que che­gou aos cine­mas bra­si­lei­ros que veio tal­vez até errô­ne­a­mente, porém ao mesmo tempo cor­re­ta­menta tra­du­zido como Zum­bi­lân­dia (Zom­bi­e­land) no dia 29 de janeiro, cerca de três meses de atraso em rela­ção aos EUA, que teve sua estréia em outubro .

Desde a década de 60, o pio­neiro do gênero George Romero, trouxe estas cri­a­tu­ras mor­tas e pútri­das e por muito tempo até os dias de hoje garan­ti­ram boas doses de diver­são diante às telas, e depois de inú­me­ras pro­du­ções que abor­da­ram o assunto, todos os ele­men­tos migra­ram da novi­dade para o cli­chê, e na ten­ta­tiva de tra­zer um novo fôlego ao gênero, suce­deu assim a inser­ção da comé­dia no bom e velho ele­mento zumbi.

Colum­bus em “ação”!

Um des­tes exem­plos acon­te­ram na década de 80 com A Volta dos Mor­tos Vivos diri­gida por Dan O’Bannon (sátira do clás­sico A noite dos Mor­tos Vivos)e mais recen­te­mente no ano de 2004 com Todo Mundo Quase Morto (Shaun of The Dead) em 2004 do inse­pa­rá­vel e com­pe­tente trio Edgar Wright (dire­ção), Simon Pegg e Nick Frost (as diver­ti­dís­si­mas estre­las do filme), que trou­xe­ram do ter­reno bri­tâ­nico seu humor negro habil­mente ali­ado ao gênero zumbi.

Mas aí esta Zum­bi­lân­dia, e ape­sar de nova­mente todos os cli­chês e este­reó­ti­pos pos­sí­veis e ima­gi­ná­veis esta­rem pre­sen­tes em cena, a diver­são salta em alto estilo da telona,  gra­ças á ótima dire­ção de Ruben Fleis­cher, ao sim­ples, porém efi­caz roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wer­nick e as diver­ti­das atu­a­ções do elenco cons­ti­tuído por Woody Har­rel­son, Jesse Eisen­berg, Emma Stone e Abi­gail Bres­lin. Todos apa­ren­te­mente bem dis­pos­tos a mais uma vez enca­ra­rem os papéis do Anti-heroi Bad-Ass, do covarde, e dos malandros.

A resis­tên­cia!

O jovem Colum­bus (Eisen­berg), ape­lido que a pro­pó­sito vem de sua cidade de ori­gem, coisa que se aplica aos demais, é um dos não muito bra­vos sobre­vi­ven­tes do apo­ca­lipse Zumbi que rege a sua vida com regras bási­cas de resis­ten­cia con­tra a praga que assola a face da terra, regras  diga-se de pas­sa­gem, defi­ni­das na tela de maneira muita diver­tida com carac­te­res que inte­ra­gem com os per­so­na­gens e os ambi­en­tes em meio as cenas. A antí­tese de Colum­bus é encon­trada mais tarde no ina­ba­lá­vel per­so­na­gem  de Tal­lahas­see (Har­rel­son), per­so­na­gem valen­tão cuja cora­gem e ausên­cia de medo vem da idéia de não ter mais nada a perder.

No rol des­tes este­reó­ti­pos ainda con­ta­mos com a jovem dupla femi­nina, Wichita (Stone) e Lit­tle Stone (Bres­lin), que sobre­vi­vem ao caos em dar peque­nos gol­pes, o que lhes garan­tem uma irri­tante van­ta­gem sobre a dupla dos inu­si­ta­dos heróis.

Como toda boa his­tó­ria cli­chê o grupo deixa as dife­ren­ças de lado unindo for­ças con­tra a ame­aça maior e em prol da busca do habi­tual refú­gio seguro.

O filme é regado com ótima cenas cômi­cas asso­ci­a­das com ação típica do gênero, sem men­ci­o­nar da tama­nha quan­tia de meto­dos efi­ci­en­tes para  ani­qui­lar estas hor­ren­das cri­a­tu­ras, todas per­ten­cen­tes ao vasto reper­tó­rio do hilá­rio e habi­li­doso Tallahassee.

Outro ponto posi­tivo é a ine­bri­ante intro­du­ção de Zum­bi­lân­dia com óti­mas cenas em Slow Motion ao melhor estilo Zack Sny­der, que com­bi­nam o hor­ror gore, a ação com a espe­ta­cu­lar tri­lha de Metal­lica (From Whom The Bell Tolls) ao fundo, que geram um diver­tido cha­ma­riz para o público.

O “Bad Ass” Tal­lahas­see em Ação

A única pro­posta de Zum­bi­lân­dia é a diver­são (bem retra­tada em um embate épico dos nos­sos heróis con­tra tais cri­a­tu­ras em um par­que de diver­sões). Um filme des­pre­ten­si­oso com o único intuito de entre­ter aos mais fer­vo­ro­sos fãs do gênero, mesmo sendo vol­tado para a comé­dia. Sem men­ci­o­nar na grande par­ti­ci­pa­ção espe­cial de Bill Mur­ray (atu­ando como sí mesmo) que deu uma ótima dinâ­mica aos demais mem­bros do elenco. O jovem Eisen­berg (pos­si­vel­mente mais conhe­cido por aqui pelo fraco Amal­di­ço­a­dos) e Woody Har­rel­son, mesmo sem os demais ele­men­tos que fazem de Zum­bi­lân­dia uma ótima dica de diver­são, garan­tem seu ingresso com cenas dig­nas do gênero comé­dia bem dis­tri­buí­das nos seus 88 minu­tos de duração.

Enfim, Zum­bi­lân­dia é diver­são garan­tida para fãs do gênero Zumbi ou sim­ples­mente para os ávi­dos por uma boa risada,  em um vasto mar de pés­si­mas comé­dias hollywoodianas.

Nota: 8,5