
Essa semana eu passei por uma situação aterrorizadora por todos os gamers: jogando inFamous (para preparar o review “GameON” para o Dia de Gamer), o jogo começou a picotar e a travar seriamente, até que o videogame piscou as luzes, e desligou (tudo isso em questão de segundos). Eu podia jurar ter visto uma luz amarela, que para os donos de PS3 significa a mesma coisa que as 3 luzes vermelhas para os donos de XBox 360, e o desespero bateu. E forte.
Reparei que o PS3 estava um pouco quente (eufemismo mode on), e deixei ele esfriar bastante até tentar ligar de novo e verificar se estava tudo bem. Ao que parece, sim: o game rodou de novo, o que significa que o canhão está ok, mas a preocupação com o calor do videogame ainda persiste (afinal, aqui no Rio de Janeiro, inverno rigoroso significa 15 graus!). Vou rever o meu sistema de cooler e aplicar alguns conhecimentos da minha faculdade de Engenharia!
Ou não…
Depois de passada esta situação, comecei a pensar numa reclamação constante dos donos de videogames de nova geração: a durabilidade dos aparelhos da nova geração, principalmente por causa dos preços que são cobrados por eles.

Nintendo Wii: livre da sina?!
Os donos de Nintendo Wii se salvam bem nesse quesito, porque é um aparelho que nem sofre de aquecimento, e o seu preço é bem razoável.
Mas aqueles que optam pelo XBox ou pelo PS3 tem essa preocupação em mente toda vez que vão jogar. No aparelho da Microsoft, as reclamações são constantes.
Vários sites especializados criticam a arquitetura do console que favorece o superaquecimento, e em outros fóruns as pessoas discutem gambiarras para evitar que o sistema sinalize as famosas “3 luzes vermelhas da morte”, que acontecem quando um dos componentes superaquecem a ponto de entrarem em curto, e queimarem.
A Microsoft se defende dizendo que, nos modelos mais recentes, essa falha foi corrigida, mas o número de reclamações sobre as “3RL” não diminuiu.
Quem opta pelo console da Sony, paga um preço ainda muito alto, mas pelo menos tem menor probabilidade de encontrar este tipo de problemas usando o console (a minha sorte deve ter baixo HP!). A Sony publicou um documento na época do lançamento do PS3 afirmando que os modelos do seu hardware passam por testes rigorosos de temperatura e durabilidade, mas todos sabemos que nenhum console é indestrutível.
Por que os videogames são lançados no mercado se mostram essas falhas claras de aquecimento? A resposta é até conhecida.

As famosas 3 Red Lights da caixa da Microsoft
Videogames de nova geração (notadamente o XBox e o PS3) apostam alto em funções gráficas e precisam de um potente processador para levar ao game tudo o que foi programado. Ou seja, o console é a junção de duas peças principais muito potentes que desprendem muito calor, devido ao tráfego de informações (entenda-se corrente elétrica) dentro dessas unidades durante seu funcionamento. E aí para resfriar o videogame até o necessário, o console teria que ser quase 50% maior. Alguns já reclamam do tamanho do PS3 por exemplo, e imaginar um videogame maior e mais pesado do que aquele realmente ficaria estranho.
E se por acaso a Microsoft alterasse drasticamente o seu console atual, a fim de criar um sistema de refrigeração melhor, os donos do 360 original se sentiriam lesados, e poderiam entupir a justiça com pedidos de recall ou ressarcimento. E a imagem da Microsoft ficaria manchada (mais) um pouco.
Nessas horas eu fico saudosista com o meu antigo Master System modelo II, aquele vermelho, porque ficou comigo por mais de 7 anos e que só no fim da sua vida apresentou um problema (o videogame perdia a cor, os jogos ficavam em cinza, enquanto que a TV continuava colorida em outros canais).

PS3 Slim
A solução ideal seria remodelar os consoles atuais a fim de corrigir todos os problemas ou reclamações, algo como a Sony fez ao lançar o PS3 Slim. Mas para que seja o melhor dos mundos, o PS3 Slim não pode seguir o exemplo do seu irmão da geração anterior, o PS2 Slim que apresentava mais problemas de aquecimento do que o PS2 original.
É certo que uma das mudanças anunciadas pela Sony no lançamento do seu novo modelo foi a diminuição de unidades processadoras auxiliares, atitude que ajuda a evitar um aquecimento na CPU, mas ainda é cedo para avaliar se tal medida realmente surtiu efeito. Tomara que a Sony acerte com o seu Slim, e resta esperar para que a Microsoft anuncie alguma boa solução para o problema de seu console, sem esquecer daqueles que já tem o atual.